CULTURA

Festival Curta Caicó tem novo recorde de inscrições e anuncia filmes selecionados para edição de 2022

Fortalecendo o cinema nacional, o Curta Caicó, realizado na região Seridó do Rio Grande do Norte, chega à quinta edição com novo recorde de inscrições, 813, acumulando 3.200 em toda a história do festival. Oitenta e dois filmes foram selecionados para as mostras, que serão realizadas entre os dias 3 e 8 de outubro.

Com programação gratuita, os filmes serão exibidos no Cineland, sala de cinema de Caicó e nas universidades locais. Haverá projeção também no projeto Kurta na Kombi, em bairros e comunidades rurais do município. A programação estará disponível ainda na plataforma de streaming do festival: www.curtacaico.com.br. Para ter acesso, é preciso criar login e senha. O site já possui seis mil pessoas inscritas.

O diretor e idealizador, Raildon Lucena, ressalta que a cada ano o evento cresce. No primeiro foram 400 inscrições e, em 2021, 797. “A gente percebe que a seleção de filmes desse ano foi muito potente e mostra o panorama do que vem sendo produzido no audiovisual brasileiro”, comenta, apontando que há produções de todas as regiões do país.

Segundo Raildon, o Guia Kinofórum indica que o festival potiguar está entre os 20% daqueles que recebem mais inscrições em todo o Brasil.

O Curta Caicó também tem cumprido com a função de estimular a produção local. “Quando lançamos o festival aqui em Caicó tivemos apenas um filme inscrito. Neste ano ultrapassa a marca das 30 inscrições. A gente vê que há interesse e eles têm hoje uma vitrine no Curta Caicó pra poder mostrar seus trabalhos. O festival surge com esse objetivo, de estimular as pessoas a produzirem e conhecerem a produção nacional, além da formação, já que trazemos oficinas de cinema para a cidade”, explica o diretor.

As oficinas serão iniciadas na próxima segunda-feira (12), em quatro escolas estaduais, para estudantes de Ensino Médio. Cada escola produzirá um filme que vai ser exibido no encerramento do festival, dia 8 de outubro.

A Raildon Lucena destaca também que apesar das dificuldades de financiamento, o Curta Caicó, como outros festivais resiste. “Hoje o interior do Nordeste tem uma rede de festivais cada vez mais forte. Nós participamos uns dos festivais dos outros, fortalecendo o cinema nordestino. Acreditamos na cultura como ferramenta de transformação social”, conclui.

Sobre a programação

Os filmes serão distribuídos em diversas mostras, entre as quais Nacional, Potiguar, Seridó e Nordeste. O festival também contará com mostras paralelas temáticas que homenageiam antigos cinemas de Caicó: Cine Alvorada (curtas fantásticos e futuristas), Cine Pax (diversidade), Cine Rio Branco (infanto-juvenil) e Cine São Francisco (filmes universitários). Outro destaque é a Mostra Foco, que apresenta vídeos que tratem do turismo e da cultura, inclusive reportagens, do Rio Grande do Norte.

Os curtas vão concorrer a várias premiações especiais Prêmio Místika e Prêmio Tarrafa de Distribuição. Haverá também o Prêmio da Crítica, concedido pela Accirn – Associação de Críticas do Cinema do Rio Grande do Norte. O público também poderá escolher os vencedores do júri popular, pelo site www.curtacaico.com.br.

A curadoria das mostras potiguares é da Cardume, streaming de Minas Gerais, enquanto a mostra nacional ficou por conta do Núcleo Digital de Mídias Digitais Machado Bittencourt da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), coordenado pelo professor Hipólito Lucena.

O 5º Curta Caicó é uma realização da Referência Comunicação e conta com patrocínio da Eletrocenter, Supermercado Santa Rita, MC Telecom Revendas TIM e Seridó Plast. O festival também conta o apoio do Sistema Fecomércio do RN através do Sesc RN. Além dos seguintes apoios culturais: UEPB, Cardume, Cineland, Accirn, Místika, Tarrafa e Bobox Produções.

Confira a lista de selecionados:

MOSTRA ACAUÃ – NACIONAL

Andrômeda, de Lucas Gesser (DF)
Ausências, de Antonio Fargoni (SP)
Cervos de papel, de Guilherme G. Pacheco (RS)
Benzedeira, de San Marcelo e Pedro Olaia (PA)
Céu de agosto, de Jasmim Tenucci (SP)
Ímã de geladeira, de Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)
Memória de quem (não) fui, de Thiago Kistenmacker (RJ)
Nazaré: do verde ao barro, de Juraci Júnior (RO)
O Pato, de Antônio Galdino (PB)
O que resta, de Nathan Cirino (PB)

MOSTRA POTIGUAR

Abandono, de Seo Cruz e Marcos Bulhões (RN)
Cordel da vila: a rainha louca contra o escandaloso, de Gil Leal (RN)
Entenebrecida, de Rafael Bacelar (RN)
Impermanentes, de Manoel Batista e Julio Castro (RN)
Maleme, de Lígia Kiss (RN)
Orange, de Wallacy Medeiros (RN)
Papa-Jerimum, de Harcan Costa e Clara Leal (RN)
Sideral, de Carlos Segundo (RN)
Time de Dois, de André Santos (RN)
Vila de Bilros, de Dênia Cruz (RN)

MOSTRA SERIDÓ

Aula fora de sala: Possidônio Silva, de Igor Gomes (RN)
Casa Velha, de Ilanna Thalma (RN)
Castelo da Xelita, de Lara Ovídio (RN)
Corpo Seco, de Bruno César (RN)
Morada, de Osani (RN)
Olho D’água, de João Batista e Ivan Russo (RN)
Olho Em Perfeito Silêncio Para As Estrelas, de Dynho Silva (RN)

MOSTRA NORDESTE

Aluísio, o silêncio e o mar, de Luiz Carlos Vasconcelos (PB)
A pizza, de Fábio DeSilva (RN)
Da boca da noite à barra do dia, de Tiago Delácio (PE)
Dionísia, poema além da floresta, de Nilson Eloy (RN)
Eu sou raiz, de Cíntia Lima e Lílian de Alcântara (PE)
Querida Abayomi, de Sebastião Formiga (PB)
Regresso ou alguma coisa que criamos sobre nós, de Maycon Carvalho (PB)
Um som de resistência, de Genilson de Coxixola (PB)

MOSTRA RIO BRANCO (INFANTO-JUVENIL)

5 fitas, de Heraldo de Deus e Vilma Martins (BA)
Aurora – A rua que queria ser um rio, de Radhi Meron (SP)
Biscoito de barro, de Deleon Souto (PB)
Entre muros, de Gleison Mota (BA)
Hospital de brinquedos, de Georgina Castro (CE)
Meu nome é Maalum, de Luísa Copetti (RJ)
Nem todas as manhãs são iguais, de Fabi Melo (PB)
O sonho de Zezinho, de Edmundo Lacerda (BA)

MOSTRA CINE PAX (DIVERSIDADE)

Canudos em minha pele, de Rosa Amorim (PE)
Cem Pilum – A história do dilúvio, de Thiago Morais (AM)
Incúria, de Tiago A. Neves (PB)
Luazul, de Letícia Batista e Vitória Liz (SP)
Meia lata d´água ou lagarto camuflado, de Plínio Gomes (BA)
O Crime da Penha, de Daniel Souza Ferreira e Dudu Marella (SP)
Quantos mais?, de Lucas de Jesus (BA)
Todos os prêmios que eu nunca te dei, de Caio Scot (RJ)

MOSTRA CINE S. FRANCISCO (UNIVERSITÁRIA)

Cidade Sempre Nova, de Jefferson Cabral (RN)
Como respirar fora d’água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros (SP)
Estas lápides onde habitamos, de Ana Machado e Vitor Artese (SP)
Longe de casa, de Esdras Marchezan e Izaíra Thallita (RN)
Para além das tragédias, de Rafael Oliveira (BA)
Quando eu soltar a minha voz, de Guilherme Telles (RJ)
Traços, de Carol Moraes (RJ)
O Último cinema de rua, de Marçal Viana (RJ)

MOSTRA CINE ALVORADA

A Botija, o beato e a besta-fera, de Túlio Beat (PE)
Areia Negra, de Bruno Albuquerque (CE)
Contravozes, de Rafael Ghiraldelli (SP)
Desejo, de Tássia Dhur (MA)
Noite macabra, de Felipe Iesbick (RS)
The Moons, de Gabriel Kalim Mucci (SP)
Trabalho é campo de guerra, de Pedro Carcereri (MG)
Vale do vento eterno, de Pedro Medeiros (RN)

MOSTRA FOCO

XXI pega de boi no mato na fazenda Pitombeira, de Nelder Medeiros (RN)
Corpos negros na arte, de Lenilda Sousa (RN)
História do cinema antigo de Mossoró, de Luiza Gurgel (RN)
Marisqueiras da RDS Ponta do Turbarão, de Alexandre Santos e Meysa Medeiros (RN)
Só Podia Ser em Pedro Velho, de Diego Sevla (RN)

SESSÃO ESPECIAL

PANORAMA 1 – MEMÓRIAS
Da janela vejo o mundo, de Ana Catarina Lugarini (PR)
Essa saudade, de Yan Araujo (PB)
Ilusões perdidas, de Guilherme Telli (SP)
Maré, de Mirela Kruel e Jaques Rangel (SC)
Sei que tudo é memória, de Nathália Oliveira (RJ)

PANORAMA 2 – VOZES
A Casa do Caminho, de Renan Montenegro (DF)
Cidade entre rios, de Leonardo Mendes, Weslley Oliveira (PI)
Dois Riachões: Cacau e Liberdade, de Fellipe Abreu e Patrícia Moll (SP)
O Elemento Tinta, de Luiz Maudonnet e Iuri Salles (SP)
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha (RJ)

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais