OPINIÃO

O Mandrião em Natal : novamente o fedor de Morte na cidade

Por Wellington Duarte

Novamente Bolsonaro, o Mandrião, novamente conspurcou Natal. Manchou essa sofrida cidade, governada por um prefeito que tenta ser esperto, achando que aliar-se a esse elemento é um sinal positivo para a cidade. A velha tática dos chefetes locais, feita pelo prefeita, só repete o que ocorre por aqui desde que Pedro Velho consolidou sua oligarquia, em 1894.

A horda de apoiadores, animada, tentou mostrar que está na ponta dos cascos para levar o Mandrião nas costas. Seres sibilantes saudando o Boca Podre. Fizeram barulho. E muito.

Mas as cenas são realmente patéticas. Dignas de uma ópera bufa. Ver o pequeno tiranete, pilotando uma motocicleta, sem capacete é claro, porque lei é algo que o presidente simplesmente desconhece, e tendo

Rogério Marinho que definitivamente mergulhou no fascismo de ópera, como passageiro. Ao longo da estrada, além do fedor emanado da moto, bolsonaristas vestidos com as não menos patéticas camisas da CBF, saudando seu Führer, davam o tom grotesco.

Pois bem. O que há para dizer de mais essa visita à cidade que abriga uma bolha fascista no RN? O que dizer para os seus habitantes? O que falar sobre aquelas pessoas que decidiram, por vontade própria, servir a esse ogro?

Bolsonaro e sua caterva sabem que sua situação é difícil e se apegam, desesperadamente, para que sua horda o leve para o segundo turno e está muito claro que o presidente emitiu sinais para que seus seguidores fiquem mais violentos.

Natal, a cidade que nunca foi progressista, recebeu essa cambada de fascistas e seus urros serão ouvidos por algum tempo. Estão seguramente, gralhando nos condomínios de luxo e não tão luxuosos; gritando palavras pouco ininteligíveis, dado que possuem, principalmente os mais letrados, dificuldade em articular ideias que possam ser chamadas de civilizadas.

Essas figuras, com seus penteados estranhos; com suas bandeirolas ridículas; com seu patriotismo safado; com seu cristianismo fajuto; com suas práticas nada cristãs; e com seu asco declarado aos pobres, ainda assombrarão as ruas de Natal.

Ocorre, porém, que os carrões e os alaridos dessa gente podre, não será suficiente para que os eleitores despejem seus votos nessa escumalha.

Não passarão.

 

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