CIDADANIA

Povos de terreiro realizam evento em apoio a Fátima e Lula

O Grupo de Articulação de Matriz Africana e Ameríndia (GAMA/RN) realiza nesta quinta-feira (15), às 19h, um encontro dos povos de terreiro em apoio à reeleição de Fátima Bezerra (PT) para o Governo do Rio Grande do Norte, e da eleição de Lula (PT) para a Presidência. O evento será realizado no Imperial Recepções, no bairro de Lagoa Nova, Zona Sul de Natal-RN, e deve contar com a participação da governadora. 

Para a Mãe Flaviana d’Oxum, o governo Lula e em seguida de Dilma Rousseff foram os responsáveis por estruturar e construir as primeiras políticas públicas para o povo de terreiro e “de conseguir enxergar os terreiros enquanto povo de matriz africana, mas com todas as suas especificidades”, afirma.

Segundo Flaviana, as conquistas só vieram graças à mobilização dos povos, que tiveram suas pautas atendidas por Lula. “Devido a organização do povo, a gente conseguiu se organizar com as nossas pautas políticas, entregar documentos técnicos, notas técnicas, como a construção do decreto 6040, que é o que nos especifica enquanto povo, todas as características dos povos de terreiro, a língua, a cultura, a religiosidade”, elenca. “Então foi um governo muito importante”, enfatiza.

A luta contra o racismo, de acordo com a estudante de Ciências da Religião, sofreu um revés a partir do impeachment contra Dilma, e se intensificou com o governo Bolsonaro. “O grande quantitativo e a massa do povo de terreiro ainda é o povo negro que está dentro das periferias e está sofrendo à míngua. Nos tiram a vida de várias formas, seja com extermínio da juventude negra, com a falta de oportunidade nas escolas, pelo não atendimento à saúde. Isso também é genocida, isso também é nos matar”, critica.

Para a mãe de santo, integrante do Gama/RN, a luta número um é contra a intolerância religiosa. “Dentro do governo Bolsonaro a gente teve uma crescente de intolerância religiosa, onde pais e mães de santos não tiveram só seu patrimônio ou suas casas invadidas. Eles foram agredidos, eles foram mortos, sofreram tentativas de homicídio”, lamenta. 

“Que mundo é esse que nós estamos vivendo?”, questiona Flaviana. “Nós precisamos dar um basta. E a gente está dando esse basta pra colocar na presidência uma pessoa que nos fez acreditar. Uma pessoa que nos despertou o sonho, que foi Lula. E com Fátima não é diferente”, diz. 

Reivindicações 

No plano estadual, Flaviana afirma que o governo Wilma de Faria foi o responsável pela criação da Coordenadoria Estadual de Igualdade Racial e, na gestão Fátima, foram sancionados os primeiros marcos legais não só para o povo de terreiro, mas também para os povos de comunidades tradicionais do RN.

“Então isso é muito significativo. E a nossa pauta nesse momento com o governo é de transformar a coordenadoria em uma secretaria, porque a coordenadoria não está mais atendendo a demanda do povo. A gente se organiza, se projeta, aciona o parlamento, aciona os gestores. E quando encontramos gestores sensíveis com a pauta, é possível crescer, fortalecer, avançar e o governo de Fátima hoje significa isso”, comenta. “Perder esse governo que está sendo tão importante para o nosso crescimento nesse momento seria uma lacuna, então é importante pra gente reelegê-la”.

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