RN tem 31 casos da varíola dos macacos e o 1º confirmado em mulher
Natal, RN 13 de jul 2024

RN tem 31 casos da varíola dos macacos e o 1º confirmado em mulher

5 de setembro de 2022
3min
RN tem 31 casos da varíola dos macacos e o 1º confirmado em mulher

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A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou que o Rio Grande do Norte tem um total de 31 casos confirmados da varíola dos macacos, sendo que quatro deles ocorreram em mulheres. Essa é a primeira vez que a doença é registrada entre pessoas do sexo feminino no estado.

Até agora, 23 dos doentes estão em Natal, seis em Parnamirim e dois em Mossoró. No último dia 25 de agosto, a Sesap lançou um plano de contingência da doença por causa do aumento de casos no estado com rastreamento de contatos, atos de precaução, até medidas de resposta, como orientações para isolamento domiciliar, tratamento e acesso aos serviços de saúde.

Entre os hospitais de referência para tratar pacientes com a doença, estão o Hospital Giselda Trigueiro, em Natal; o Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró; e o Hospital Pediátrico Maria Alice Fernandes, também localizado em Natal.

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Apesar do nome, os macacos podem ser acometidos pela doença, mas não são reservatórios do vírus. Embora o reservatório seja desconhecido, os principais animais prováveis são pequenos roedores (como esquilos, por exemplo), naturais das florestas tropicais da África Central e Ocidental.

A transmissão entre humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama.

O contágio por meio de gotículas geralmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos pessoas com maior risco de infecção. Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se forme. Mulheres grávidas podem transmitir o vírus para o feto através da placenta.

Ainda de acordo com o plano de contingência da Sesap, a doença geralmente evolui de forma benigna e os sinais e sintomas duram de 2 a 4 semanas. A manifestação cutânea pode ser precedida de febre de início súbito e de linfadenopatia (inchaço dos gânglios).

Outros sintomas incluem dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, calafrios e exaustão. O período de incubação cursa de 6 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

As erupções podem acometer regiões como face, boca, tronco, mãos, pés ou qualquer outra parte do corpo, incluindo as regiões genital e anal. Na pele, podem aparecer manchas vermelhas sobre as quais surgem vesículas (bolhas) com secreção; posteriormente, essas vesículas se rompem, formam uma crosta e evoluem para cura. A dor nas lesões pode ser intensa.

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