Mesmo com cortes no orçamento, UFRN aumenta destaque brasileiro no ranking das melhores universidades do mundo
Natal, RN 23 de jul 2024

Mesmo com cortes no orçamento, UFRN aumenta destaque brasileiro no ranking das melhores universidades do mundo

14 de outubro de 2022
4min
Mesmo com cortes no orçamento, UFRN aumenta destaque brasileiro no ranking das melhores universidades do mundo

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A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está entre as melhores universidades do mundo, conforme o Times Higher Education World University Rankings 2023. A instituição está inserida entre as 1.201-1.500 na classificação geral e ocupa a 21ª posição entre todas as instituições brasileiras, o que corresponde a 20 posições à frente da colocação atingida no ranking anterior. Entre as universidades federais do Brasil, a UFRN saltou de 27ª em 2022 para a 13ª posição em 2023 – a melhor conquistada nos últimos cinco anos.

O ranking britânico inclui universidades em 104 países e regiões, com a classificação realizada a partir da análise de 13 indicadores de desempenho nas áreas de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais. Cada universidade recebe um perfil detalhado, a fim de ajudar alunos, professores e gestores na tomada de decisões. Na avaliação de 2023, a UFRN teve como destaques os pilares de pesquisa e citações internacionais de trabalhos realizados na instituição.

De acordo com o reitor da UFRN, José Daniel Diniz Melo, as melhorias nos resultados alcançados nos últimos anos estão associadas ao compromisso pela oferta de educação com qualidade na instituição, onde existe uma política de qualidade acadêmica dos cursos. “É importante ressaltar que esses resultados somente foram possíveis por meio do compromisso de toda a comunidade universitária, envolvendo estudantes, docentes e técnicos”, destaca.

Ranking inglês destaca UFRN na América Latina

A classificação reforça outros rankings internacionais que medem a qualidade do ensino superior no mundo. No primeiro semestre de 2022, a UFRN também teve destaque quando aparece na 28ª posição no ranking das melhores universidades da América Latina (empatada com a Universidade Austral do Chile (Chile). É a única instituição do Nordeste brasileiro entre as 30 melhores no seleto e conceituado ranking da revista britânica Times Higher Education (THE).

O estudo mostra que o Brasil é o país mais representado: entre as 30 universidades mais bem avaliadas, 19 são brasileiras. A lista completa pode ser acessada na página da publicação. O estudo é feito anualmente e a USP (Universidade de São Paulo), pelo sexto ano consecutivo, ficou em segundo lugar, atrás apenas da Pontifícia Universidade Católica do Chile, apontada como a melhor instituição da América Latina.

Ao todo foram avaliadas 197 instituições pela THE, especializada na publicação de notícias e artigos referentes a educação superior e é referência mundial na análise da área. Para classificação, a revista leva em conta cinco aspectos: ensino, pesquisa, citações, impacto internacional e receita da indústria (transferência de conhecimento).

Em 2022 UFRN teve R$ 44 milhões bloqueados pelo MEC

O Destaque nos rankings de qualidade vão de encontro ao tratamento da a UFRN vem recebendo nos últimos anos do governo Bolsonaro. Em 2022, a Universidade tem, praticamente, R$ 44 milhões de reais a menos para fechar as contas do ano. Além do bloqueio no orçamento de R$ 8 milhões e 800 mil anunciado no início de novembro, pelo Ministério da Educação (MEC), a Universidade já havia começado 2022 com um orçamento R$ 23.972.313,00 menor do que aquele que havia sido aprovado no anterior e perdeu mais R$ 12 milhões, aproximadamente, depois de um corte na metade de um outro valor bloqueado pelo Mec entre maio e junho.

O bloqueio do orçamento no meio do ano, assim como agora, previa a possibilidade de devolução do dinheiro às universidades para a execução de suas atividades e compromissos financeiros. Porém, dos 14% aprisionados pelo governo federal de Bolsonaro (PL), apenas 7,2% foi devolvido, o equivalente aos quase R$ 12 milhões, citados no parágrafo anterior.

Após uma onda de protesto, o MEC anunciou que vai liberar o valor bloqueado, mas não deu detalhes por instituições.

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