Wendel Lagartixa tem registro de candidatura indeferido por decisão de ministro do TSE
Natal, RN 19 de jun 2024

Wendel Lagartixa tem registro de candidatura indeferido por decisão de ministro do TSE

20 de outubro de 2022
2min
Wendel Lagartixa tem registro de candidatura indeferido por decisão de ministro do TSE

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ricardo Lewandowski deferiu recurso do Ministério Público Eleitoral do RN e negou o registro de candidatura do policial reformado Wendell Lagartixa (PL), bolsonarista eleito deputado estadual com a maior votação do RN, 88.265 votos.

Lagartixa é condenado por porte ilegal de arma e munições de uso restrito e deve ficar inelegível por oito anos a contar da data do término da pena, junho de 2021.

Lewandowski destacou na decisão que “o crime pelo qual Wendel Fagner Cortez de Almeida foi condenado – posse de munição de uso restrito – é classificado como hediondo. Não tendo ainda transcorrido o prazo de 8 anos desde a extinção da punibilidade pelo cumprimento da pena, que se deu em 4/6/2021, imperioso se faz o reconhecimento da sua inelegibilidade”.

“Diante do exposto, dou provimento ao recurso ordinário, nos termos do art. 36, § 7º, do RITSE, para indeferir o registro de candidatura de Wendel Fagner Cortez de Almeida”, concluiu Lewandowski no documento que menciona que ao recorrer da impugnação, o candidato estava privado de liberdade em razão de mandado de prisão temporária, “em decorrência de sua possível participação em três homicídios”.

De acordo com a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil (DHPP), Wendel Fagner pode ser integrante de um grupo de extermínio. Ele foi preso no dia 20 de julho deste ano suspeito de ter participado de um triplo homicídio ocorrido em 29 de abril, em um bar no bairro da Redinha. Na ocasião, mais três pessoas sofreram atentados. Apesar disso, ele, que já era pré-candidato a deputado estadual, teve sua candidatura mantida e começou a campanha dentro da prisão.

Em 2013, ele foi preso na Operação Hecatombe da Polícia Federal, acusado de participar de um grupo de extermínio. A soltura só veio porque o prazo de prisão preventiva extrapolou. Além disso, já esteve envolvido em outras investigações, como a Operação Fronteira, conduzida pela Polícia Civil.

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