13º salário deve injetar R$ 2,79 bilhões na economia potiguar, diz Dieese
Natal, RN 13 de abr 2024

13º salário deve injetar R$ 2,79 bilhões na economia potiguar, diz Dieese

10 de novembro de 2022
5min
13º salário deve injetar R$ 2,79 bilhões na economia potiguar, diz Dieese

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A economia potiguar deverá receber, até o final de 2022, cerca de R$ 2,79 bilhões com a injeção do 13º salário. A média de valores por pessoa é estimada em R$ 2,092, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além disso, cerca de 1,1 milhão de pessoas devem ser beneficiadas com a gratificação no Estado. O número equivale a 1,34% do total que terá acesso ao benefício no Brasil.

Os quase R$ 3 bilhões representam aproximadamente 1,1% do total do incremento do 13º no Brasil, e 7,1% da região Nordeste. Esse montante está em torno de 3% do PIB estadual. “É um valor que realmente traz um aquecimento para a economia”, aponta o supervisor técnico do Dieese, Renato Silva. ”E vale destacar que esse ano o 13º salário está completando 60 anos de vigência e se coloca como importante benefício recebido pela população ocupada e formalizada, que traz um importante impacto positivo na economia local”. 

Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários serão os maiores beneficiários da gratificação no Rio Grande do Norte, representando 53,9% do total. Pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 44,8%, enquanto o emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,3% de todo o 13º potiguar. 

“Isso ratifica a importância que os benefícios das aposentadorias e pensões têm, gerando também esse incremento a partir do 13º dentro da economia local. E isso principalmente em cidades menores que dependem muito dos benefícios assistenciais vindos tanto do regime geral da previdência, como também dos regimes próprios do Estado e dos municípios”, analisa Silva.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, novamente os empregados formalizados ficam com o maior montante, com 62,04% (R$ 1,74 bilhão), e os beneficiários do INSS, com 23,1% (R$ 645,7 milhões). Aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do Estado caberão 13% (R$ 363,4 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 1,5% (R$ 42,4 milhões). 

Economista espera programa econômico voltado aos pobres com novo governo Lula

No país, até dezembro de 2022, o pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar na economia brasileira cerca de R$ 249,8 bilhões. Este montante representa aproximadamente 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos com registro em carteira; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Aproximadamente 85,5 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.672. 

Para o supervisor do Dieese, a crise política vivenciada em 2013, e aprofundada com a crise econômica iniciada em 2015, trouxe uma série de prejuízos aos trabalhadores. A expectativa com o novo governo federal, segundo Renato Silva, é que a política econômica vindoura desfaça parte dos pacotes dos governos Temer e Bolsonaro.

“Hoje dentro do mercado a gente tem um grande contingente de trabalhadores informais com baixos rendimentos, sem proteção social, sem ter a carteira de trabalho assinada e assegurando alguns direitos como a aposentadoria, auxílio saúde e auxílio maternidade, entre outros”, aponta o economista. 

“Cada vez mais a gente tem visto que o rendimento não tem crescido na forma que cresceu nos últimos anos. O maior exemplo disso é a própria política de valorização do salário mínimo, que nos últimos anos não teve crescimento real”, comenta.

Para o cálculo do impacto do pagamento do 13º salário, o DIEESE não leva em conta autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que não há dados disponíveis sobre esses proventos.

Dos cerca de 85,5 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 52 milhões, ou 61% do total, são trabalhadores do mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,4 milhão de pessoas, equivalente a 0,9% do conjunto de beneficiários. Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 32 milhões, ou 20,3% do total. Além desses, aproximadamente 1 milhão de pessoas (ou 1,2% do total) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio). Há também um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pode ser quantificado. 

Do montante a ser pago como 13º, cerca de R$ 167,6 bilhões, ou 66,9% do total, irão para os empregados formais, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 33,1% dos R$ 249,8 bilhões, quer dizer, quase R$ 83 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. Considerando apenas os beneficiários do INSS, são 32 milhões de pessoas, que receberão R$ 50,8 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União serão destinados R$ 10,6 bilhões (4,2%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 16,2 bilhões (6,5%); e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 5,2 bilhões,“Dada a perspectiva do programa que vai assumir o governo federal no ano que vem, que é um programa mais voltado à classe trabalhadora, a expectativa é que haja uma melhoria e reformas que venham desfazer algumas mudanças malfeitas nos últimos anos”, espera Renato Silva.

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