HUOL volta atrás e revoga suspensão de cirurgias e exames
Natal, RN 20 de jun 2024

HUOL volta atrás e revoga suspensão de cirurgias e exames

9 de novembro de 2022
3min
HUOL volta atrás e revoga suspensão de cirurgias e exames

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Com perspectiva de suplementação orçamentária, confirmada nessa terça-feira (8) durante o Encontro de Superintendentes dos Hospitais da Rede EBSERH, em Brasília, o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) anunciou a revogação da Resolução – SEI Nº 18, que estabelecia a suspensão de parte das cirurgias e exames por tempo indeterminado.

De acordo com a Portaria-SEI nº 375,  assinada por Elio Barreto, superintendente em substituição, os serviços seguem mantidos até a finalização das tratativas com a administração central da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

A suspensão atingia:

  1. O 1º e 4º andares de Edifício Central de Internação (ECI);
  2. Quase metade do Centro Cirúrgico principal, que passaria a funcionar com quatro das sete salas disponíveis – sendo duas para procedimentos de média complexidade, uma para alta complexidade e uma mista (média e alta complexidades);
  3. O Centro Cirúrgico ambulatorial, que conta com duas salas;
  4. 50% nos exames realizados na Unidade de Diagnóstico por Imagem e Métodos Gráficos (UDIMG);
  5. Os exames externos na Unidade de Laboratório de Análises Clínicas, que passariam a receber apenas requisições das Unidades de Oncologia e de Transplantes.

Vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e administrado pela EBSERH, ligada ao Ministério da Educação (MEC), o HUOL foi uma das unidades que sofreram com cortes orçamentários em 2022. No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou R$ 100 milhões dos hospitais universitários.

Além disso, o MEC foi a segunda pasta que mais perdeu recursos no orçamento deste ano, com cortes que chegaram a R$ 739 milhões.

Em nota, o HUOL informou que, nesta quinta-feira (10), o presidente da EBSERH, Oswaldo Ferreira, receberá o reitor da UFRN, Daniel Diniz, e o superintendente do hospital, Stenio da Silveira, para detalhar as ações que serão tomadas para regularizar o funcionamento da unidade até o final do ano.

A SAIBA MAIS procurou a Assessoria de Comunicação do HUOL para saber o valor do corte no orçamento da unidade, dimensionar o impacto das suspensões no atendimento à população e o valor da suplementação orçamentária necessária para manter o hospital em funcionamento até o final do ano. Até as 10h desta quarta-feira (9), ainda não obtivemos resposta.

Histórico

A escassez de insumos já vem sendo sentida pelas equipes médicas e assistenciais do HUOL desde o ano passado, agravada no período pós-pandemia. Desde então, conforme relatam funcionários, a suspensão de cirurgias eletivas tem sido recorrente. Segundo eles, faltam desde materiais mais básicos, como luvas e compressas cirúrgicas, até anestésicos e descurarizantes, medicação utilizada na reversão da anestesia.

Em outubro, os médicos residentes dos programas de Cirurgia Geral, Cirurgia Geral – Área Básica e Cirurgia do Aparelho Digestivo da unidade chegaram a anunciar a paralisação das atividades, alegando falta de insumos básicos para manutenção dos atendimentos e prejuízos à formação acadêmica.

No entanto, após negociação e garantia de que a situação se resolveria, o movimento foi suspenso.

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