IFRN realiza formatura de turma de mulheres e homem trans que passaram pelo sistema prisional
Natal, RN 24 de jul 2024

IFRN realiza formatura de turma de mulheres e homem trans que passaram pelo sistema prisional

3 de novembro de 2022
2min
IFRN realiza formatura de turma de mulheres e homem trans que passaram pelo sistema prisional

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Uma turma com 18 mulheres e um homem trans egressos do sistema prisional vai se formar nesta quinta-feira (3) nos cursos de Auxiliar em Administração, Empreendedorismo e Introdução à Informática, oferecidos de forma interdisciplinar pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

As aulas começaram em março deste ano, fruto de parceria entre o “Projeto Alvorada: inclusão social e produtiva de pessoas egressas do sistema prisional”, iniciativa do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e executado pelo Campus Avançado Natal-Zona Leste do IFRN.

A coordenadora pedagógica, professora Edneide da Conceição Bezerra, lembra que as atividades finais de cada curso incluíram criação de uma empresa, apresentação a partir dos conhecimentos adquiridos no curso de Informática e até carta para detentas falando sobre a vida após a liberação.

“O que a gente percebe é que elas chegam muito caladas, como se aquele lugar não fosse para elas. A educação fez com que essas mulheres erguessem a cabeça, vivessem um processo de empoderamento, pertencimento, inclusão e que elas se vissem como sujeitos de direitos; vissem que aquela escola é pública, e sendo pública elas pertencem àquele lugar, é delas por direito”, comenta Edneide, ao destacar que até mesmo o uso da farda da instituição mudou a forma como a comunidade as via.

Uma das estudantes relatou à professora que a família já não falava com ela depois que foi presa e que isso mudou ao vê-la dedicada aos estudos.

“Ela também faz o curso de Direito e foi estagiar na Central do Cidadão. Estava lá com a farda do IF e acabou atendendo uma tia. Depois disso, todos voltaram a falar com ela. Veja o quanto isso repercute em toda a vida”.

Na avaliação da professora, o processo educativo contribui para transformar a vida profissional, pessoal e emocional. “Quando a pessoa sai do sistema e é acolhida, respeitada e acontece o processo de inclusão, essa pessoa pode vir a ser qualquer coisa, escritor, professor,...”.

SAIBA MAIS: Mulheres egressas do sistema prisional têm acesso a aprendizagem e dignidade no IFRN

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