Bolsonaro deixa presidência com três inquéritos que apuram atos antidemocráticos de apoiadores no RN
Natal, RN 27 de mai 2024

Bolsonaro deixa presidência com três inquéritos que apuram atos antidemocráticos de apoiadores no RN

30 de dezembro de 2022
3min
Bolsonaro deixa presidência com três inquéritos que apuram atos antidemocráticos de apoiadores no RN

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Jair Bolsonaro (PL) deixa a Presidência neste final de semana e dá lugar a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde o resultado eleitoral, porém, radicais bolsonaristas mantêm acampamentos em quartéis do Exército pedindo intervenção militar, uma bandeira golpista. Em Natal, os manifestantes se concentram no 16° Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército (16 RI). Ao todo, três inquéritos já foram abertos para apurar os atos no Estado.

Nas ações, duas foram em relação ao bloqueio de rodovias e uma sobre o protesto em frente ao quartel. As investigações partiram do Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte. 

Em um processo específico de Mossoró, que ainda está em andamento, teve como resposta um ofício da Polícia Rodoviária Federal (PRF) informando que não houve bloqueios em rodovias na área do município.

Ainda sobre os bloqueios, um segundo procedimento, que apura os fechamentos na BR-101 em Natal, está em sigilo.

De acordo com o MPF, outra ação acompanha os protestos em frente aos quartéis, mas ainda em andamento, sem desdobramentos até o momento e também sob sigilo.

Neste mês, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ingressou com uma ação contra a Prefeitura de Natal para garantir a trafegabilidade da avenida Hermes da Fonseca e ruas adjacentes, região do Exército na capital. 

Segundo o MPRN, a Prefeitura tem sido omissa em desobstruir a ocupação das vias e tem contribuído para a “manutenção do caos diário”.

Nesta sexta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre os atos que questionam os resultados das eleições. Em uma live, argumentou que os apoiadores têm o direito de se manifestar.

“O que houve pelo Brasil foi uma manifestação do povo. Não tinha liderança, não tinha ninguém coordenando. E o protesto pacífico, ordeiro, seguindo a lei, tem que ser respeitado, contra ou a favor de quem quer que seja”, justificou.

Ainda assim, o presidente afirmou que se “recolheu”.

“Isso tudo trouxe uma massa de pessoas para as ruas protestando desde o dia seguinte ao resultado das eleições. Essa massa, atrás de segurança, foi para os quartéis. Eu não participei deste movimento, me recolhi. Eu acreditava, e acredito ainda que fiz a coisa certa, que não falassem do assunto para não tumultuar mais ainda”, continuou.

O acampamento em Natal gerou a presença de comércio ilegal de ambulantes, perturbação do sossego alheio/poluição sonora, além da interrupção do fluxo normal de trânsito em determinados momentos do dia, de acordo com o MP.

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