General Girão compartilha fake news e é desmentido por Alexandre Garcia: “esse texto não é meu”
Natal, RN 17 de abr 2024

General Girão compartilha fake news e é desmentido por Alexandre Garcia: “esse texto não é meu”

30 de dezembro de 2022
4min
General Girão compartilha fake news e é desmentido por Alexandre Garcia: “esse texto não é meu”

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O deputado federal General Girão (PL-RN) compartilhou um discurso falsamente atribuído ao jornalista Alexandre Garcia e teve a fake news rebatida pelo próprio comunicador. 

Na mensagem, que questionava o resultado da eleição presidencial, Garcia supostamente afirmava que os Poderes sabem que há uma fraude mas não agem. Girão compartilhou dizendo que “preparam a festa da roubalheira”. Logo foi desmentido pelo jornalista, que disse: “Nunca escrevi isso! ESSE TEXTO NÃO É MEU”, em caixa alta. Depois, o deputado potiguar apagou a mensagem.

Alexandre Garcia fez carreira na Globo e nos últimos anos trabalhou na CNN Brasil, tendo sido demitido em setembro de 2021 por defender tratamentos sem comprovação científica para a Covid-19. Sob o governo Bolsonaro, se notabilizou por ser defensor do presidente.

Já Girão, parlamentar em primeiro mandato eleito na onda bolsonarista de 2018, chegou a ter o sigilo bancário quebrado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tentou acabar com o inquérito das fake news. Ele foi apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como um dos responsáveis por transformar a divulgação de atos antidemocráticos  em “negócio lucrativo”, segundo o órgão.

Fake news depois excluída por Girão | Foto: reprodução

Para tentar contornar o mal-estar, Garcia gravou um vídeo publicado nas próprias redes sociais de Girão, em que afirmou que houve uma “reação desmedida”.

“Eu estou aqui na passagem do comando do Exército nesse 30 de dezembro. Ao final do ano, quero desejar um feliz ano novo, com saúde e paz, e lamentar esse episódio que estão aproveitando. Eu não sabia que ia haver um massacre por causa da postagem de um texto que circula por aí e que tem a minha foto. Mas continuamos amigos. Tem o meu maior apoio, meu abraço e minha solidariedade diante dessa reação desmedida que está acontecendo no seu Estado”, justificou o jornalista.

Desde o resultado da eleição que decretou a derrota de Jair Bolsonaro (PL), golpistas têm mantido acampamentos em quartéis do Exército e insuflado manifestações antidemocráticas em que pedem intervenção militar. Nesta sexta (30), Bolsonaro fez uma live de despedida do cargo em que comentou os atos, mas se esquivou e disse que “se recolheu”.

“Isso tudo trouxe uma massa de pessoas para as ruas protestando desde o dia seguinte ao resultado das eleições. Essa massa, atrás de segurança, foi para os quartéis. Eu não participei deste movimento, me recolhi. Eu acreditava, e acredito ainda que fiz a coisa certa, que não falassem do assunto para não tumultuar mais ainda”, continuou.

Por outro lado, o presidente defendeu as manifestações como “pacíficas”. No sábado (24), o empresário George George Washington de Oliveira Sousa, 54, foi preso e confessou ser o responsável por colocar uma bomba em um caminhão-tanque perto do aeroporto de Brasília. Já nesta quinta (29), bolsonaristas foram presos em investigação sobre vandalismo em Brasília e tentativa de golpe de Estado. As ações fazem parte de uma investida para desestabilizar a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ainda assim, Bolsonaro defendeu o que entendeu como direito dos apoiadores de se manifestarem. 

“O que houve pelo Brasil foi uma manifestação do povo. Não tinha liderança, não tinha ninguém coordenando. E o protesto pacífico, ordeiro, seguindo a lei, tem que ser respeitado, contra ou a favor de quem quer que seja”, justificou.

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