Sete das 10 cidades com mais casos de zika do país estão no RN; Natal é a 9ª em suspeitas de dengue
Natal, RN 21 de jul 2024

Sete das 10 cidades com mais casos de zika do país estão no RN; Natal é a 9ª em suspeitas de dengue

14 de dezembro de 2022
4min
Sete das 10 cidades com mais casos de zika do país estão no RN; Natal é a 9ª em suspeitas de dengue

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O Ministério da Saúde divulgou um novo boletim epidemiológico para monitoramento das arboviroses (dengue, zika e chikungunya) no país. Segundo o levantamento, que leva em conta os casos prováveis, o Rio Grande do Norte tem sete das 10 cidades do país com mais casos de zika. Já no ranking da dengue, Natal aparece em 9º lugar, com 15.403 casos prováveis. Os dados consideram o ano de 2022 até o dia 19 de novembro.

Os sete municípios potiguares que aparecem no ranking nacional da zika são: Parnamirim (289), Macaíba (278), Natal (259), Extremoz (246), Baía Formosa (208), Arês (195) e Parazinho (186). Para a coordenadora do Programa Estadual das Arboviroses, Sílvia Dinara, um cenário epidêmico marcado por três fatores: população suscetível, vários sorotipos do vírus em circulação e proliferação do mosquito vetor.

A gente observa que diversas condições ambientais, sociais e de infraestrutura contribuíram para esse aumento. Mas é preciso lembrar que 2022 foi um ano epidêmico, então sempre registramos aumento das notificações em anos assim. E essa realidade foi em todo o Brasil, não só no RN”, justifica a técnica da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).

Mas esse número poderia ser ainda maior. Dinara explica que, no caso da zika, por exemplo, apesar do alto número de notificações, mais da metade dos casos no Rio Grande do Norte foram descartados. Foram, ao todo, 7.891 notificações em 2022, sendo 4.109 casos descartados, restando 3.782 casos prováveis. A equação é: casos prováveis = casos notificados menos os descartados.

No entanto, quando questionada sobre o que poderia justificar o fato do Rio Grande do Norte ter sete das 10 cidades do país com mais casos prováveis de zika, Dinara apresentou algumas hipóteses. De acordo com a coordenadora, ter mais casos notificados não necessariamente significa maior incidência da doença. Isso porque, em outros lugares, segundo ela, pode estar havendo uma subnotificação.

Por outro lado, a gente está sempre batendo na tecla da investigação. Porque, quando o serviço de saúde atende o caso suspeito, ele é obrigado a notificar. Mas não pode parar por aí. É preciso investigar para confirmar ou descartar, seja por um exame laboratorial ou pelo vínculo clínico-epidemiológico, que é quando outros fatores sociais e ambientais são suficientes para confirmar”, explica Dinara.

A coordenadora do Programa de Arboviroses comenta que a sobrecarga dos serviços de saúde nos municípios pode estar prejudicando o trabalho de monitoramento epidemiológico e dificultando a investigação.

Dengue

Um outro dado relevante no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta que Natal está em 8º lugar no ranking nacional da dengue. Na capital potiguar, já foram 15.403 casos prováveis da doença, sendo 3.740 confirmados. Em todo o estado, conforme a Sesap, são 41.400 casos prováveis e 11.738 casos confirmados, além de 20 mortes e mais cinco em investigação.

Para Dinara, números que evidenciam a importância do combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses.

O combate é diário e a gente sabe que 90% dos criadouros estão dentro das residências ou no entorno. Então, a população realmente precisa adotar o hábito de supervisionar sua casa, quintal e procurar o serviço de saúde quando tiver sintomas”, destaca.

Confira alguns cuidados, compartilhados pela Sesap:

  • Manter os quintais livres de possíveis criadouros do mosquito;
  • Esfregar com bucha as vasilhas ou reservatórios de água de seus animais;
  • Não colocar lixo em terrenos baldios;
  • Manter as caixas d´água sempre tampadas;
  • Supervisionar vasos e pratos de plantas que acumulam água parada;
  • Supervisionar locais que possam acumular água parada, como bandejas de bebedouros e de geladeiras, ralos, pias e vasos sanitários sem uso;
  • Aceitar receber a visita do agente de endemias, aproveitando a oportunidade para tirar possíveis dúvidas;
  • Guardar em local coberto pneus e outros objetos que possam acumular água.

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