DEMOCRACIA

PL lança Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado, que tenta se desvincular de Bolsonaro, diz jornal

O senador potiguar eleito, Rogério Marinho, foi lançado nesta segunda-feira pelo Partido Liberal (PL) como candidato à presidência do Senado. A sigla é a mesma do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão foi confirmada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, referendando a posição do líder do partido no Senado, Carlos Portinho (RJ), que já havia anunciado a candidatura de Marinho em dezembro.

O senador potiguar se articula para ser o “candidato de oposição”, já que deve disputar o posto com o atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Pacheco, por sua vez, levará o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

A eleição para a presidência do Senado acontece junto com a posse dos novos parlamentares, em 1º de fevereiro.

Nas redes sociais, Marinho falou sobre o lançamento da candidatura:

“Vamos fazer um senado afinado com sentimento da sociedade que quer restabelecimento da normalidade democrática e a liberdade de expressão e inviolabilidade dos mandatos”, disse.

O PL iniciará a legislatura com o status de maior bancada da Casa. Serão pelo menos 14 senadores a partir de 2023; em 2019, eram apenas dois. O PSD, partido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, terá 11 senadores e será a segunda maior bancada.

Bolsonaro

A candidatura do potiguar conta com a articulação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro, que busca se blindar de investigações após ter perdido a reeleição. 

Ao jornalista Paulo Cappelli, do Metrópoles, Rogério disse esperar que “não haja atos extremos contra Bolsonaro”, alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Atualmente, o ex-presidente se encontra nos Estados Unidos, para onde viajou no fim de 2022, após recusar passar a faixa presidencial para Lula.

Ainda que Marinho seja um dos principais porta-vozes local e nacionalmente do bolsonarismo — ele próprio foi ministro do Desenvolvimento Regional no antigo governo —, o senador eleito busca atrair votos de parlamentares fora da órbita bolsonarista, segundo a colunista Mariana Carneiro, do Estadão.

O natalense tem dito a senadores indecisos e críticos a Bolsonaro que a relação com o antigo chefe do Planalto não é relevante.

“Bolsonaro já está fora [do cargo]”, tem repetido aos colegas, de acordo com a colunista.

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