Após transferência de enfermeiras, trabalhadores da Maternidade Municipal Araken Farias denunciam assédio moral
Natal, RN 15 de jun 2024

Após transferência de enfermeiras, trabalhadores da Maternidade Municipal Araken Farias denunciam assédio moral

30 de janeiro de 2023
3min
Após transferência de enfermeiras, trabalhadores da Maternidade Municipal Araken Farias denunciam assédio moral

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Os profissionais da saúde que atuam na Maternidade Municipal Araken Irerê Pinto, localizada no bairro de Petrópolis, em Natal, fizeram um protesto na manhã desta segunda (30), em frente à unidade, para denunciar casos de assédio moral.

No episódio mais recente, os trabalhadores denunciam que duas funcionárias da Maternidade foram transferidas, arbitrariamente, na última segunda (23). Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal negou a ocorrência de assédio moral e disse que as transferências são decorrência de um “redimensionamento em toda sua rede, inclusive na Rede materno infantil”.

Foto: Sindsaúde/RN
Panfleto distribuído durante protesto I Foto: Sindsaúde/RN

Durante o protesto, os servidores da Maternidade fizeram um abraço coletivo na calçada da unidade para demonstrar união dos servidores contra a prática de assédio moral na unidade.

Sem explicar o quantitativo de profissionais e as unidades para onde as profissionais da maternidade foram remanejadas, a Secretaria Municipal de Saúde também justificou que as transferências foram feitas para outra maternidade, dentro da linha de trabalho que essas profissionais já executavam na Araken Farias.

“Hoje, a maternidade Araken Irerê Pinto conta com uma escala de enfermagem de 126 profissionais, e houve o cuidado em remanejar a mão de obra especializada para a outra maternidade municipal, respeitando o potencial dos servidores para essa linha de cuidado, independente do Distrito Sanitário com foco na melhoria do atendimento à população”, informa o comunicado da SMS.

Risco de vida

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/ RN), a diretora técnica da Maternidade Municipal Araken Irerê Pinto, teria solicitado a duas enfermeiras especializadas em obstetrícia que executassem um procedimento que, segundo as enfermeiras, estaria fora de suas alçadas, podendo colocar a vida das mães e bebês em risco. As profissionais chegaram a elaborar um documento oficial conhecido como POP (Procedimento Operacional Padrão), explicando os motivos pelos quais não poderiam executar o procedimento.

Segundo os servidores, o episódio citado acima teria sido o motivo para as transferências, consideradas arbitrárias pela categoria. Mas, além desse caso, há outras denúncias contra a mesma pessoa. A diretora da Maternidade chegou a alegar que havia um documento de outra maternidade solicitando profissionais. Porém, os representantes do Sindsaúde/RN acreditam que esse documento sequer exista, já que nunca tiveram acesso ao mesmo. Outro agravante citado pelo Sindicato, é o fato das enfermeiras transferidas terem especialidade em obstetrícia, deixando as profissionais em falta na Maternidade.

Abraço coletivo contra assédio moral na Maternidade Araken Farias I Imagem: Sindsaúde/RN

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