Influencer potiguar que fala sobre capacitismo e subiu a rampa do Palácio do Planalto com Lula é embaixador da vacinação
Natal, RN 18 de jun 2024

Influencer potiguar que fala sobre capacitismo e subiu a rampa do Palácio do Planalto com Lula é embaixador da vacinação

9 de fevereiro de 2023
5min
Influencer potiguar que fala sobre capacitismo e subiu a rampa do Palácio do Planalto com Lula é embaixador da vacinação

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou através de um vídeo nas redes sociais que o potiguar Ivan Baron é o embaixador da vacinação no Brasil. O jovem teve paralisia infantil, o que provocou atrofia muscular. Na ocasião, ele já aproveitou para anunciar que pessoas com deficiência são prioridade do Plano Nacional de Vacinação, inclusive, no caso da vacina bivalente para covid-19, que começará a ser aplicada este mês em todo o país.

A ministra lembrou a importância de aumentar a cobertura vacinal no Brasil, que tem enfrentado problemas para atingir os índices de cobertura estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Então mais uma vez fazemos o chamamento para as pessoas com deficiência, mães e pais levarem seus filhos para se vacinar. Ministra, eu já tô aqui com meu braço pronto pra minha dose bivalente viu”, brincou Ivan durante o encontro realizado nesta quarta (8), em Brasília.

Ivan Baron é um ativista da causa das pessoas com deficiência e se tornou uma referência nas redes sociais aos 24 anos, ao corrigir, sempre com muito bom humor e educação, falas capacitistas, inclusive, de pessoas famosas. O primeiro vídeo a estourar foi um no qual ele corrige uma fala da ex-BBB Juliette Freire.

O jeito “desenrolado” de Ivan e seu posicionamento em questões políticas e sociais chamou a atenção do presidente Lula ainda durante a campanha. Em julho do ano passado, Lula recebeu o jovem entre os compromissos de sua disputada agenda.

https://www.tiktok.com/@ivanvbaron/video/7197893865007828230

A RAMPA

Ivan Baron era um dos integrantes do grupo de pessoas selecionadas para representar o povo brasileiro durante a subida da rampa do Palácio do Planalto e na passagem da faixa presidencial para Lula durante a cerimônia de posse.

VACINAÇÃO COVID-19

Detalhe na roupa de Ivan Baron I Foto: reprodução
Detalhe na roupa de Ivan Baron I Foto: reprodução

A aplicação da vacina bivalente para a covid-19 começa no dia 27 de fevereiro em todo o país. Até esta quinta (9), no Rio Grande do Norte, a cobertura de vacinação para covid-19 chegava a 88% (2.790.597 pessoas) para quem se imunizou com a 1ª (D1) e 2ª dose (D2) ou com a dose única (DU). Já o número de vacinados com a 3ª dose (D3), considerada a primeira dose de reforço, cai para 56% (1.791.355 pessoas). Apenas 25% (822.175) das pessoas se vacinaram com a segunda dose de reforço (D4).

POLIOMIELITE

A situação se torna mais preocupante no caso da poliomielite já que desde 2017, o Rio Grande do Norte não atinge o percentual de cobertura para a pólio estipulado pelo Ministério da Saúde. Em 2021, a vacinação alcançou 69,88% do público-alvo; índice próximo ao de 2020, quando 69,7% das crianças foram vacinadas; já em 2019, o índice de vacinação era bem maior com 80,74% de cobertura; já em 2018, essa média era ainda mais alta com 90,32% de cobertura, enquanto em 2017, a cobertura vacinal ficou em 69,52%.

Nesta quinta, segundo os dados da plataforma RN Mais Vacina, o RN tinha vacinado 66% do público alvo, o que significa dizer que 124.428 crianças foram imunizadas, mas a meta é vacinar 176.463.

Para garantir a proteção contra a poliomielite, doença grave que provoca a paralisia dos músculos, devem ser vacinadas todas as crianças de zero a menores de cinco anos de idade. No Brasil, o último caso detectado foi em 1989, na Paraíba, mesmo ano em que a doença apareceu pela última vez no Rio Grande do Norte, com um registro em São José do Seridó.

Imagem: reprodução RN+ Vacina
Imagem: reprodução RN+ Vacina

Esquema de vacinação contra a pólio:

O esquema vacinal prevê a aplicação de três doses para que a cobertura seja considerada completa, o que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e o Ministério da Saúde chamam de vacina VIP.

Nessa primeira fase, a 1ª dose deve ser aplicada aos 2 meses de vida; a 2ª dose, aos 4 meses; e a 3ª, aos 6 meses. Todas injetáveis.

Apenas depois desse primeiro ciclo, são aplicadas as doses de reforço (VOP), sendo a 1ª entre os 15 e 18 meses e a 2ª entre os 4 e 5 anos, ambas podendo ser por meio oral.

  • 1ª dose: aos 2 meses de vida com a VIP – injetável ;
  • 2ª dose: aos 4 meses de vida com a VIP – injetável;
  • 3ª dose: aos 6 meses de vida com a VIP – injetável;
  • 1º reforço: entre os 15 e 18 meses, que pode ser por meio da vacina oral (VOP);
  • 2º reforço: entre os 4 e 5 anos, que pode ser por meio da vacina oral (VOP).

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