Rogério Marinho vai liderar a oposição no Senado
Natal, RN 14 de jul 2024

Rogério Marinho vai liderar a oposição no Senado

7 de fevereiro de 2023
4min
Rogério Marinho vai liderar a oposição no Senado

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Depois de perder a eleição para a presidência do Senado, o potiguar Rogério Marinho (PL) foi escolhido, nesta segunda (6), para liderar a oposição da Casa. Além do próprio partido, ele teve o aval do PP e do Republicanos, que faziam parte da base de sustentação do ex-presidente Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional.

Marinho é ex-ministro do Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro e, recentemente, perdeu a disputa pela presidência do Senado com 32 votos, contra os 49 conquistados pelo presidente reeleito, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Nesse cenário, o governo do presidente Lula (PT) vai enfrentar um trio de ex-ministros bolsonaristas na oposição. Além de Marinho, se junta a ele a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-RJ), que vai liderar o partido, e o ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), que vai liderar a minoria, grupo de partidos que se opõe ao agrupamento da maioria parlamentar.

A oposição ainda conta com o filho mais velho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderando o partido, além do Republicanos, que é a sigla do ex-vice presidente Hamilton Moura (RS) e da ex-ministra Damares Alves (DF). Juntos, os três partidos possuem 22 senadores.

Ao todo, o Senado federal conta 81 senadores de todo o país. Para aprovar um projeto de Lei Complementar, por exemplo, é preciso ter maioria absoluta, o que implica no voto de, pelo menos, 41 senadores.

Mas, também há outras formas de votação, como a dos projetos de maioria simples, que exigem a maioria dos senadores presentes no dia da votação, desde que esteja presente a maioria absoluta, que é do mínimo de 41 senadores.

Quem é Rogério Marinho?

Marinho quando ministro do Desenvolvimento Regional I Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Marinho quando ministro do Desenvolvimento Regional I Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Encarado como refúgio dos bolsonaristas, Rogério Marinho foi eleito para a única vaga para o senado pelo Rio Grande do Norte em 2022 com a ajuda do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem foi ministro do Desenvolvimento Regional de fevereiro de 2020 a março de 2022, quando foi exonerado para concorrer às eleições. Com a vitória, ele se junta a Zenaide Maia (PSD) e Styvenson Valentim (Podemos), que já haviam sido eleitos em 2018 para um mandato de oito anos.

Marinho perdeu a eleição de 2018, mas, entre 2019 e 2020, foi promovido a secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, tornando-se relator da reforma trabalhista proposta pelo governo de Michel Temer (MDB).

Seu “bom desempenho” serviu de amostra para o ex-presidente Bolsonaro, que o convidou para ser ministro do Desenvolvimento Regional, pasta que também era responsável pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), onde uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em outubro do ano passado, apontou a ação de empresas para fraudar licitações de obras de pavimentação que somam mais de R$ 1 bilhão.

A pasta do Desenvolvimento Regional também foi a responsável pela criação do "orçamento secreto", esquema através do qual a gestão Bolsonaro favorecia aliados políticos com milhões de reais com a ampliação da quantidade de recursos públicos usados sem transparência pelo governo federal para beneficiar redutos eleitorais de alguns parlamentares, em troca de apoio político no Congresso. O orçamento secreto foi criado em 2019, mas tornou-se de conhecimento público apenas em maio de 2021, revelado em reportagem pelo jornal Estadão.

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