Sem terra demarcada, indígenas do RN fazem campanha para participar de Acampamento Terra Livre, em Brasília
Natal, RN 24 de abr 2024

Sem terra demarcada, indígenas do RN fazem campanha para participar de Acampamento Terra Livre, em Brasília

28 de fevereiro de 2023
3min
Sem terra demarcada, indígenas do RN fazem campanha para participar de Acampamento Terra Livre, em Brasília

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A ida dos indígenas potiguares para o maior encontro de povos e organizações indígenas do país, o Acampamento Terra Livre, programado para acontecer entre os dias 24 e 28 de abril de 2023, em Brasília, ainda depende da arrecadação de recursos para financiar a viagem e permanência dos representantes das diferentes tribos.

Algumas campanhas de arrecadação financeira para pagar os ônibus, a permanência e alimentação dos indígenas em Brasília já estão circulando. Os Tapuia Tarairiú, da Lagoa do Tapará, também estão fazendo uma rifa, na corrida para conseguir arrecadar o valor necessário para pagamento das despesas.

Por causa da violência e calamidade sanitária sofrida pelos povos indígenas, a proposta é que durante o Acampamento Terra Livre deste ano, seja construída uma agenda unificada, de defesa e proteção a esses grupos e à floresta.

O Rio Grande do Norte é o único estado do país que não possui terra indígena demarcada como território indígena, uma situação que os diferentes grupos esperam mudar. Uma parcial do Censo divulgada em agosto do ano passado apontou a existência de, pelo menos, 4.527 pessoas indígenas e 4.833 pessoas quilombolas no território potiguar.

A gente espera que com esse novo governo, esse novo momento de esperança, nosso território seja demarcado. Não só dos Taparás, mas de todas as outras aldeias, que passam por várias dificuldades. Isso explica a questão da negação, que muitos historiadores, principalmente, nas escolas, relatavam que não havia indígenas, que todos tinham sido dizimados. Isso tudo também contribuiu para que nosso território não fosse demarcado”, lamenta Francisca Bezerra, do Povo Tapuia Tarairiú e Coordenadora da Apoinme (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas) no Rio Grande do Norte.

Nos primeiros meses da atual gestão do Governo Federal, o grupo de transição montado para lidar com a questão indígena levantou que dos 13 territórios monitorados, em 11 havia conflitos, ameaças, invasões, degradação socioambiental e danos à saúde, conforme o estudo do Mapa de Conflitos Ambiental e de Saúde no Brasil, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Como ajudar:

Pix José Carlos Tavares da Silva: 087.729.344-92

Pix Francisca Bezerra, do Povo Tapuia Tarairiú: 84 994351633

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