Governo oferece reajuste de 9% a servidores federais e sindicalista da UFRN vê salários defasados após governos Temer e Bolsonaro
Natal, RN 13 de jul 2024

Governo oferece reajuste de 9% a servidores federais e sindicalista da UFRN vê salários defasados após governos Temer e Bolsonaro

14 de março de 2023
2min
Governo oferece reajuste de 9% a servidores federais e sindicalista da UFRN vê salários defasados após governos Temer e Bolsonaro

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O governo federal apresentou na última semana uma nova proposta de reajuste salarial aos servidores federais, com um aumento de 9% a partir de maio e acréscimo de R$ 200 no auxílio-alimentação, que passaria de R$ 458 para R$ 658. Para Oswaldo Negrão, presidente do Sindicato dos Professores da UFRN (Adurn-Sindicato), o valor é o “possível no momento”, mas o docente diz que aguarda a mesa setorial do governo que negociará diretamente com os docentes.

Segundo o Ministério da Gestão, a proposta feita pelo governo tem impacto de R$ 11,2 bilhões, valor já previsto no orçamento deste ano. Atualmente, as negociações têm sido travadas com uma mesa nacional permanente que representa todo o funcionalismo federal, por meio das entidades que compõem o Fórum das Carreiras de Estado (Fonacate). Só depois é que as negociações setoriais começarão. 

“A questão é que o auxílio alimentação recai exclusivamente para os trabalhadores que ainda estão na ativa, não afeta os aposentados. Nós tentamos uma negociação diferente dessa, mas não houve um avanço, o governo não apresentou outros valores, e chegamos nesse valor de 9% para maio que chega no contracheque de junho”, diz o dirigente do Adurn-Sindicato.

“A gente entende que é o possível nesse momento. Mas o que ficou pactuado também na mesa permanente é que assim que encerrar esse processo, o governo abre as mesas setoriais, que aí é onde a gente pode avançar no aspecto da reestruturação da carreira e de ganhos específicos para os professores”, explica Negrão.

Sétimo ano sem reajuste

Os professores da UFRN não sabem o que é reajuste salarial desde 2016, ainda no governo Temer. A expectativa positiva para Oswaldo recai sobre o Plano Plurianual (PPA), que será definido este ano e reflete no orçamento. 

“A gente tem a clareza que tem essa perda, com a somatória dos anos do governo Bolsonaro mais do governo Temer, que também não nos deu reajuste. Então a gente já está entrando no sétimo ano sem reajuste”, lamenta o docente.

De acordo com o dirigente do Adurn, a perda total acumula mais de 46%. Nesta quarta (15), o sindicato faz um plebiscito com os filiados para que os professores apresentem suas posições.

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