Professor do IFRN que exibiu tatuagens de cunho nazista perde ação na Justiça contra agência SAIBA MAIS
Natal, RN 28 de mai 2024

Professor do IFRN que exibiu tatuagens de cunho nazista perde ação na Justiça contra agência SAIBA MAIS

17 de março de 2023
2min
Professor do IFRN que exibiu tatuagens de cunho nazista perde ação na Justiça contra agência SAIBA MAIS

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

O professor de Direito do IFRN Rafael Laffitte Fernandes, que se envolveu em confusão em Natal, em novembro de 2020, por exibir tatuagens com símbolos nazistas, recorreu à Justiça para a pedir retirada de publicações sobre o caso, incluindo reportagem da Agência SAIBA MAIS, alem de pagamento de indenização por danos morais. Na quarta-feira (15), a Justiça negou os pedidos.

Além da SAIBA MAIS, o site Fala TV e Jol Comunicação e Publicação eram partes da ação. A cada empresa, Laffite pedia R$ 10 mil.

A reportagem “IFRN não se pronuncia sobre professor que tatuou símbolos nazistas”, de 24 de novembro de 2020, expõe relatos sobre Laffite – professor efetivo de Direito do Instituto Federal do Rio Grande do Norte – ter ameaçado com arma de fogo pessoas em bar no Beco da Lama, no bairro Cidade Alta. E ainda posicionamento da instituição e da OAB-RN.

O texto apresenta ainda breve detalhamento histórico a respeito dos símbolos utilizados por Rafael Laffitte, finalizando com o apontamento de dispositivos legais que podem ser acionados contra quem enaltecer ideias e/ou símbolos nazistas no país.

Não há adjetivação ou ofensa ao personagem da matéria a quem foi possibilitada a apresentação de manifestação. Mas Rafael optou por não se expressar.

Para o advogado da agência SAIBA MAIS Gustavo Barbosa, os pedidos da ação eram “descabidos”:

“Desde o início, nós identificamos que se trata de um caso evidente de tentativa de censura considerando que a Saiba Mais atuou completamente dentro dos parâmetros da liberdade de imprensa e de expressão."

Gustavo ressalta também que há uma questão moral e política em denunciar alguém que expõe opiniões nazistas, um crime.

“A Saiba Mais em nenhum momento deixou de cumprir o seu papel como imprensa, de noticiar e denunciar uma situação escabrosa, que é um professor universitário se sentir à vontade para sair à rua e expressar suas crenças políticas racistas, sem que nada acontecesse com ele.”

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.