Enfermagem estadual entra em greve no RN a partir da próxima segunda (3)
Natal, RN 27 de mai 2024

Enfermagem estadual entra em greve no RN a partir da próxima segunda (3)

27 de junho de 2023
2min
Enfermagem estadual entra em greve no RN a partir da próxima segunda (3)

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Sem previsão de implantação do piso da enfermagem, os profissionais da categoria que fazem parte da rede estadual de saúde decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda (3). A paralisação foi votada em assembleia realizada na manhã desta terça (27) com a participação de cerca de mil trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde-RN), Sindicato dos Enfermeiros do RN (Sindern), Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Norte (Soern), Sindicato Dos Profissionais de Enfermagem (Sipern) e Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Coren).

A lei (nº 14.434) que define o piso da enfermagem estabelece que a remuneração mínima para enfermeiros e enfermeiras passa a ser de R$ 4.750; para técnicos de enfermagem passa a ser de 75% desse valor, ou seja, R$ 3.325; e de 50% do valor pago aos enfermeiros para os auxiliares de enfermagem e parteiras, que passariam a receber R$ 2.375. 

Apesar do piso ter sido fixado na gestão Bolsonaro, o ex-presidente não definiu a fonte para pagamento das despesas decorrentes do reajuste. Pela Portaria nº 597 publicada pelo Ministério da Saúde no dia 12 deste mês, o governo federal vai repassar ao Rio Grande do Norte mais de R$ 118 milhões (R$ 118.407.495,55) dividido em parcelas para auxiliar o Governo do Estado a pagar o novo valor do piso da enfermagem. Porém, o valor é insuficiente para cobrir os gastos.

Por questões judiciais, os trabalhadores da enfermagem de Natal estão impossibilitados de participar da greve da enfermagem. Eles farão um ato público no dia 07 em frente à Maternidade Araken Irerê Pinto para denunciar o descaso do prefeito da capital, Álvaro Dias (Republicanos), com a saúde do município.

Os servidores têm denunciado o fechamento do Hospital Municipal Pediátrico Nivaldo Júnior no dia 12 deste mês tem resultado na superlotação, sobrecarga de trabalho e improviso no atendimento da Maternidade Araken Irerê Pinto.

Os profissionais também aprovaram uma moção de repúdio contra o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra.

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