Atendimento hospitalar é a atividade que mais sofre acidentes de trabalho no RN
Natal, RN 23 de abr 2024

Atendimento hospitalar é a atividade que mais sofre acidentes de trabalho no RN

27 de julho de 2023
4min
Atendimento hospitalar é a atividade que mais sofre acidentes de trabalho no RN

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Dentre os 26 estados e o Distrito Federal, o Rio Grande do Norte é o 17ª em número de acidentes de trabalho. Entre 2012 e 2022, foram 48.210 notificações, com um maior pico de casos em 2014, com 5.371 registros de acidentes. Nesse período, foram 25.626 afastamentos com pico no ano de 2012, quando ocorreram 3.722 afastamentos. O atendimento hospitalar foi a atividade econômica com maior número de casos, num total de 5.304 notificações, seguida pela confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas (3.294); comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados (2.251); atividades de Correio (1.599) e construção de edifícios (1.524).

O levantamento e análise dos dados foi realizado pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa desenvolvida pela SmartLab de Trabalho Decente, em colaboração com pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP, no âmbito do projeto “Acidente de Trabalho: da Análise Sócio Técnica à Construção Social de Mudanças”.

Imagem: reprodução Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho

No RN, Natal é a cidade com o maior número de ocorrências de acidentes de trabalho, com 26.757 casos nesse período de dez anos e um pico de registros em 2015 (3.209). Na capital, foram 4.878 notificações relacionadas a atendimento hospitalar, além de acidentes no trabalho de confecção de peças de vestuário (2.805), exceto roupas íntimas, comércio, mais voltado para o ramo alimentício como supermercados e hipermercados (1.482), atividades de Correio (1.404) e restaurantes (709). Em Natal, foram reportadas 62 mortes, 30 envolvendo menores de 18 anos.

Em Mossoró ocorreram 5.133 registros de acidentes de trabalho entre 2012 e 2022. Os registros mais frequentes foram na extração e refino de sal marinho e sal-gema (298), comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados (280), construção de edifícios (268), atividades de atendimento hospitalar e cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja e uva (230). Cinco das ocorrências envolveram menores de 18 anos. Além disso, foram registradas 27 mortes.

Parnamirim aparece na sequência em número de ocorrências com 3.664 registros de acidentes de trabalho. Assim como na capital e em Mossoró, há casos ligados à confecção de peças do vestuário (405), comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados (277), comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios (189), construção de edifício (146) e atividades de teleatendimento (107). Desse total, quatro ocorrências envolveram menores de 18 anos e foram reportadas 16 mortes.

Os dados para análise foram fornecidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), pela CATWEB e pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que faz parte do Ministério da Saúde. Nesta quinta-feira (27) é o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

Gráfico: reprodução Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho

BRASIL

Em todo o país, foram mais de seis milhões de registros (6.774.543), sendo 25. 492 acidentes com mortes, entre os anos de 2012 e 2022. São Paulo lidera a estatística com 204.157 notificações por acidentes de trabalho, cerca de 35% do total. Na sequência, Minas Gerais (63.815 notificações) e Rio Grande do Sul (50.491) aparecem como os estados com maior número de notificações.

Imagem: reprodução Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho

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