Caso Gabriel: pai vai depor no dia do aniversário do filho assassinado em 2020
Natal, RN 23 de abr 2024

Caso Gabriel: pai vai depor no dia do aniversário do filho assassinado em 2020

18 de setembro de 2023
3min
Caso Gabriel: pai vai depor no dia do aniversário do filho assassinado em 2020

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Nesta terça (19), Giovanni Gabriel de Sousa Gomes faria 22 anos, se não tivesse sido sequestrado e morto quando chegava na casa da namorada, no Loteamento Cidade Campestre, em Parnamirim, no ano de 2020.

A data, na qual deveria ser celebrado o nascimento do jovem, será a mesma em que o pai dele, Jeová Gomes de Moura, vai testemunhar no processo que apura os crimes de sequestro e ocultação do cadáver de seu filho, que tramita na 15° Vara Criminal.

O julgamento pelo crime de homicídio transcorre em outro processo, cujo julgamento está programado para ocorrer no dia 16 de outubro, por meio de júri popular, que contará com sete integrantes.

Saiu para visitar a namorada

Era manhã do dia 5 de junho de 2020 quando Giovanni Gabriel já estava chegando na casa da namorada, no Loteamento Cidade Campestre, em Parnamirim, mas antes disso, foi abordado, sequestrado e assassinado.

Os principais suspeitos do homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver são policiais militares: Paullinelle Sidney Campos Silva, Bertoni Vieira Alves, Valdemi Almeida de Andrade e Anderson Adjan Barbosa de Sousa.

No dia, os policiais procuravam um carro roubado na mesma área na qual Gabriel foi abordado. O veículo pertencia a cunhada de Paullinelle Sidney Campos Silva, sargento da polícia militar, que acionou outros três agentes.

Os policiais eram lotados no município de Goianinha e para buscas pelo veículo e pelo responsável pelo roubo, foi constatado que o grupo deslocou-se, inclusive, para uma área fora de sua guarnição.

Durante as buscas, um primeiro grupo de policiais abordou Gabriel, que explicou que estava indo visitar a namorada. Os PM’s se certificaram da veracidade da história e liberaram o jovem logo em seguida.

No entanto, ao sair da região de mata onde estava, Gabriel foi visto por outros moradores que avisaram outra viatura da polícia que passava pelo local. Ele foi novamente abordado, chegou a avisar aos policiais que já tinha sido abordado por outra viatura. Porém, mesmo assim, o jovem foi colocado dentro da mala do veículo e nunca mais foi visto com vida.

O veículo que os policiais suspeitos de matar o jovem procuravam foi encontrado próximo ao local onde Gabriel tinha deixado a bicicleta. A suspeita é de que ele tenha sido confundido com o responsável pelo roubo do veículo.

Executado

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Gabriel foi executado a tiros pelos policiais que deixaram o corpo do jovem em São José do Mipibú, distante 30 km’s de Natal e 20 km’s de Parnamirim, onde o jovem foi abordado.

O cadáver de Giovani Gabriel só foi encontrado nove dias depois do ocorrido, já em avançado estado de decomposição, depois de buscas realizadas por amigos e familiares do jovem. Gabriel sonhava em ser professor de educação física e servir ao exército.

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