Em nota, geóloga da Petrobras pede desculpas e diz que não teve intenção de discriminar Marina Silva
Natal, RN 29 de fev 2024

Em nota, geóloga da Petrobras pede desculpas e diz que não teve intenção de discriminar Marina Silva

26 de setembro de 2023
3min
Em nota, geóloga da Petrobras pede desculpas e diz que não teve intenção de discriminar Marina Silva

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A geóloga da Petrobras Maria Claudia Pereira de Araújo, lotada em Natal (RN), escreveu um nota na tarde desta terça (26) depois que mensagens em um grupo com colegas de trabalho foram expostas publicamente em reportagem da Agência Saiba Mais. Na conversa do grupo, a funcionária da estatal se referia a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, de maneira pejorativa. Inicialmente, ao ser procurada pela equipe de reportagem, a geóloga não quis se manifestar, mas acabou voltando atrás.

Confira a nota na íntegra:

[caption id="attachment_82843" align="alignright" width="298"]Cláudia Araújo trabalha na sede da Petrobras em Natal | Foto: reprodução Cláudia Araújo trabalha na sede da Petrobras em Natal | Foto: reprodução[/caption] Em recente matéria do blog foram imputadas a mim as condutas de racismo e misoginia contra a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em exercício ao meu direito de defesa, desejo alegar que, em momento algum proferi palavras com intuito de discriminar alguém, seja em razão da sua raça ou em razão do seu gênero, com o qual me identifico. Enquanto mulher sei exatamente as dificuldades enfrentadas por nós quando se trata de reconhecimento social, jamais utilizaria discursos que pudessem corroborar com a misoginia, que é tão presente em nosso país. Quando me referi à Ministra como “louca” o fiz na intenção de criticar e achar uma loucura o entrave que a sua gestão no Ministério vem colocando para explorações de petróleo na Margem Equatorial. Quando utilizei o termo “mulher negra no MMA” o fiz como uma simples alusão às atuais pautas para preenchimento de cargo no STF, sobre as quais o próprio presidente Lula se manifestou contra, recentemente. Em momento algum atribuí qualquer adjetivo negativo em relação à sua cor, ou proferi palavras que poderiam qualificar injúria racial, apenas discordei, enquanto profissional da área, da sua conduta como Ministra. O crime de racismo se configura, principalmente, pela intenção de discriminar um grupo em razão da sua raça. Portanto, posso dizer com plena convicção, jamais tive a intenção de discriminar a Ministra, ou qualquer outra pessoa negra, mas tão somente de criticar determinadas pautas que, na minha opinião, atrapalham o desenvolvimento de alguns setores e, consequentemente, o crescimento econômico do país. Me expressei de maneira completamente animosa no calor da discussão, o que acarretou má interpretação da minha fala pelos participantes do grupo. Venho a público não só para me defender, mas pedir desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos com as minhas palavras. Maria Cláudia Pereira de Araújo

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