Musicoterapeuta: com pouca visibilidade e grande importância, profissionais lutam por regulamentação
Natal, RN 20 de jun 2024

Musicoterapeuta: com pouca visibilidade e grande importância, profissionais lutam por regulamentação

3 de setembro de 2023
18min
Musicoterapeuta: com pouca visibilidade e grande importância, profissionais lutam por regulamentação

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No próximo dia 15 de setembro, o Brasil celebra o Dia do Musicoterapeuta. A regulamentação da profissão está em tramitação no Congresso Nacional e foi aprovada, em caráter conclusivo, em 31 de maio deste ano pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. O texto aguarda apreciação pelo Senado Federal. O reconhecimento do poder terapêutico da arte, música e melodia na vida tem sido reivindicado por profissionais que têm se organizado em entidades de classe. No Rio Grande do Norte, há um ano, foi fundada a Associação Potiguar de Musicoterapia (APOMT).

Os profissionais musicoterapeutas atuam no SUS em procedimentos da atenção básica, de média e alta complexidade, além da presença na política HumanizaSUS e de forma ampla na saúde mental. O musicoterapeuta também foi inserido na equipe multiprofissional da assistência social por resolução do Conselho Nacional de Assistência Social de 2011.

A Saiba Mais conversou com um grupo que integra a diretoria da APOMT. De forma conjunta, os musicoterapeutas Moema Hofstaetter, Everson Ferreira, Josilene Carlos, Sara Hayana Araujo de Medeiros Fernandes, Mácio Antônio Araújo da Silva e Ingrid de Morais Souto explicaram o papel fundamental que desempenham na sociedade.

Existem muitos casos em que a musicoterapia teve um impacto positivo na reabilitação e tratamento de indivíduos”, a exemplo de pacientes com Lesão Cerebral Traumática, Criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Paciente com Doença de Parkinson, Adolescente com Transtornos de Ansiedade, Idoso com Demência, Paciente em Recuperação Pós-Cirúrgica, explicam os profissionais potiguares.

Leia a entrevista na íntegra.

SAIBA MAIS: Comemoramos o Dia do Musicoterapeuta em 15 de setembro. Poderiam explicar qual é o papel fundamental desempenhado pelos musicoterapeutas na sociedade?

Os musicoterapeutas utilizam a música como ferramenta terapêutica para melhorar a saúde mental, emocional, cognitiva e física de indivíduos.

A musicoterapia envolve o uso sistemático da música para atingir metas terapêuticas específicas, por profissionais capacitados, que aplicam técnicas musicais de maneira estruturada e adaptada às necessidades de cada paciente.

São diversos os papéis desempenhados pelos musicoterapeutas na sociedade:

  • Promoção do Bem-Estar Emocional: A música tem o poder de evocar emoções profundas e muitas vezes pode ser usada para ajudar as pessoas a expressar sentimentos que podem ser difíceis de comunicar verbalmente. Os musicoterapeutas trabalham com indivíduos para explorar suas emoções, melhorar o autoconhecimento e desenvolver maneiras saudáveis de lidar com o estresse, ansiedade e outras questões emocionais.
  • Estimulação Cognitiva: A música também pode ser utilizada para estimular funções cognitivas, como memória, atenção e raciocínio. Musicoterapeutas trabalham com pessoas com distúrbios neurológicos, como o Mal de Alzheimer, para melhorar a cognição e a qualidade de vida, por meio da audição, interpretação, improvisação e criação musical.
  • Melhoria da Comunicação e Habilidades Sociais: Para aqueles que têm dificuldades de comunicação, a música pode ser uma forma alternativa de expressão. Os musicoterapeutas ajudam indivíduos a desenvolverem habilidades de comunicação, interação social e trabalho em grupo por meio da colaboração musical.
  • Redução do Estresse e Dor: A música tem o poder de reduzir o estresse e a percepção da dor. Os musicoterapeutas podem trabalhar com pacientes em hospitais e centros de saúde para ajudá-los a enfrentar procedimentos médicos dolorosos ou a lidar com doenças crônicas.
  • Desenvolvimento Motor e Coordenação: A prática musical muitas vezes envolve movimento e coordenação. Isso pode ser especialmente benéfico para indivíduos com problemas motores ou distúrbios do desenvolvimento, pois a música pode incentivar o movimento e a coordenação de maneira lúdica.
  • Autoexpressão e Criatividade: A música é uma forma de expressão criativa que permite às pessoas expressarem sua individualidade de maneiras únicas. Musicoterapeutas encorajam os pacientes a explorar sua criatividade e a criar música que reflita suas emoções e experiências.
  • Trabalho Multidisciplinar: Os musicoterapeutas trabalham em equipe com outros profissionais de saúde, como psicólogos, terapeutas ocupacionais e médicos, para fornecer um plano de tratamento abrangente e integrado.

SAIBA MAIS:   Como a música e seus elementos específicos são empregados como ferramentas terapêuticas na prática como musicoterapeuta?

Os musicoterapeutas utilizam diversos elementos da música como ferramentas terapêuticas para atingir objetivos específicos com seus pacientes. Esses elementos podem ser adaptados de acordo com as necessidades individuais de cada pessoa. Abaixo estão alguns dos elementos da música e como são empregados na prática da musicoterapia:

  • O ritmo é uma parte fundamental da música e pode ser usado para regular o corpo e a mente. Ritmos lentos podem induzir relaxamento, enquanto ritmos mais rápidos podem aumentar a energia e a motivação.
  • Melodias podem evocar emoções e memórias. Os musicoterapeutas podem selecionar melodias que se alinhem com os objetivos terapêuticos do paciente, seja para expressar sentimentos, aliviar o estresse ou estimular a criatividade.
  • A harmonia pode criar um ambiente emocional específico. Determinadas harmonias podem ser relaxantes, enquanto outras podem gerar tensão. Os musicoterapeutas escolhem harmonias que se encaixam nas necessidades emocionais dos pacientes.
  • O timbre se refere à qualidade única do som de um instrumento ou voz. Os musicoterapeutas podem escolher instrumentos com timbres específicos para criar certas atmosferas emocionais ou para se adaptar às preferências dos pacientes.
  • As mudanças na intensidade do som podem afetar as emoções. Variações suaves podem ser calmantes, enquanto mudanças abruptas podem estimular a atenção e a expressão emocional.
  • Quando a música inclui letras, as palavras podem ser usadas para expressar pensamentos, sentimentos e histórias. Os musicoterapeutas podem encorajar a escrita de letras como forma de autoexpressão ou trabalhar com as letras de uma música existente para explorar significados pessoais.
  • A improvisação musical é uma parte central da musicoterapia. Os pacientes são incentivados a criar música espontaneamente, seja cantando ou tocando instrumentos. Isso pode promover a autoexpressão, a criatividade e a exploração emocional.
  • A criação de músicas originais pode ser uma forma poderosa de expressar sentimentos e narrativas pessoais. Os musicoterapeutas podem colaborar com os pacientes na composição de músicas que reflitam suas experiências e objetivos terapêuticos.
  • A audição de músicas selecionadas pode ser terapêutica. Levando em consideração o princípio da identidade sonora (conjunto de sons e músicas e seus significados para um sujeito ou grupo), os musicoterapeutas podem escolher músicas que ressoem com as emoções e experiências dos pacientes, permitindo a reflexão e a discussão,
  • Os musicoterapeutas podem empregar jogos musicais e atividades estruturadas para atingir objetivos terapêuticos específicos. Isso pode incluir jogos de grupo que promovam a interação social, ou atividades individuais que trabalhem a concentração e a coordenação.

Vale ressaltar que as experiências musicais por si só, geram diversas efeitos no ser humano (biológicos, fisiológicos, psicológicos, cognitivos, sociais e espirituais). Na musicoterapia, esses efeitos são potencializados para fins terapêuticos. No geral, os musicoterapeutas avaliam as necessidades e metas de cada paciente e adaptam os elementos musicais de acordo com essas especificidades. A música é usada como uma ferramenta flexível e poderosa para promover a expressão, a conexão emocional, o desenvolvimento cognitivo e a melhoria geral do bem-estar.

SAIBA MAIS:   Quais são alguns dos objetivos terapêuticos comuns que se busca alcançar por meio da musicoterapia?

É importante ressaltar que os objetivos terapêuticos podem variar amplamente dependendo das necessidades individuais de cada paciente. Os musicoterapeutas trabalham de forma colaborativa com outros profissionais para identificar metas específicas e desenvolver planos de tratamento adaptados a cada situação.

  • Expressão Emocional: A música oferece uma forma não verbal de expressar emoções. Os pacientes podem usar a música para liberar sentimentos difíceis de expressar verbalmente, promovendo a catarse emocional e a compreensão emocional.
  • Alívio do Estresse e Ansiedade: A música tem propriedades relaxantes e pode ajudar a diminuir os níveis de estresse e ansiedade. Os musicoterapeutas usam técnicas musicais para promover a redução da tensão e ensinar estratégias de autorregulação.
  • Melhoria da Autoestima e Confiança: Participar ativamente da criação musical ou atuar em um ambiente musical seguro pode ajudar a aumentar a autoestima e a confiança dos pacientes. O sucesso na execução musical ou na criação de músicas originais pode ser empoderador.
  • Desenvolvimento da Comunicação: Os musicoterapeutas trabalham para melhorar as habilidades de comunicação através da música, tanto verbal como não verbal.
  • Estimulação Cognitiva: A prática musical envolve atividades cognitivas complexas, como leitura de partituras, improvisação e coordenação. A musicoterapia pode ser usada para manter ou melhorar as funções cognitivas, especialmente em casos de distúrbios neurológicos.
  • Desenvolvimento Motor e Coordenação: A música frequentemente envolve movimento, seja através da dança ou da execução de instrumentos. A musicoterapia pode ajudar a melhorar as habilidades motoras e a coordenação.
  • Integração Sensorial: A música estimula múltiplos sentidos, como audição, tato e movimento. Isso pode ser benéfico para pessoas com distúrbios sensoriais ou dificuldades de processamento sensorial.
  • Promoção da Socialização: A prática musical em grupo pode promover a interação social, o trabalho em equipe e a construção de relacionamentos. Os musicoterapeutas frequentemente usam atividades musicais de grupo para melhorar as habilidades sociais.
  • Luto e Trauma: A música pode auxiliar na expressão de sentimentos de luto e na recuperação após experiências traumáticas. Ela pode fornecer uma saída segura para explorar emoções difíceis.
  • Melhoria da Qualidade de Vida: A musicoterapia busca, em última instância, melhorar a qualidade de vida dos pacientes, proporcionando-lhes uma forma criativa de expressão, bem como ferramentas para lidar com os desafios emocionais e físicos.
  • Reabilitação: o processamento musical cerebral é caracterizado pela integração e recrutamento das várias áreas do cérebro, favorecendo a plasticidade cerebral. A musicoterapia pode favorecer a reabilitação em casos de lesão encefálica.

SAIBA MAIS:   Podem compartilhar exemplos de casos em que a musicoterapia teve um impacto positivo na reabilitação ou tratamento de um indivíduo?

Existem muitos casos em que a musicoterapia teve um impacto positivo na reabilitação e tratamento de indivíduos. Seguem alguns:

  • Paciente com Lesão Cerebral Traumática: Um paciente que sofreu uma lesão cerebral traumática pode enfrentar dificuldades cognitivas, motoras e emocionais e de memória. A musicoterapia pode ser usada para ajudar a melhorar a memória, a concentração e a coordenação motora, além de promover a expressão emocional. Por exemplo, um musicoterapeuta pode trabalhar com esse paciente através da execução de instrumentos ou do canto para reforçar as conexões neurais e promover a recuperação. Um caso real no qual o paciente sofreu um grave acidente e teve sequelas que afetam sua memória, é retratado no filme “A música nunca parou”, que tem roteiro de Oliver Sacks, um dos principais neurocientistas que estuda o processamento musical.
  • Criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA): Crianças com TEA muitas vezes enfrentam desafios na comunicação e interação social. A musicoterapia pode ser usada para incentivar a comunicação e a expressão emocional, uma vez que a música pode ser uma forma poderosa de comunicação não verbal. Cantar ou tocar instrumentos juntos pode ajudar a criança a se engajar e se conectar com os outros.
  • Paciente com Doença de Parkinson: Pessoas com doença de Parkinson podem enfrentar problemas de coordenação motora e controle muscular. A musicoterapia pode ser empregada para melhorar a marcha, a postura e a coordenação motora através de exercícios rítmicos e de movimento, como dança terapêutica.
  • Adolescente com Transtornos de Ansiedade: Adolescentes que lidam com transtornos de ansiedade podem se beneficiar da musicoterapia como uma forma de lidar com o estresse e a ansiedade. A música pode ser usada para induzir relaxamento e ensinar técnicas de autorregulação, como a respiração profunda, através de exercícios musicais específicos.
  • Idoso com Demência: Pessoas idosas com demência podem experimentar perda de memória e conexão com o mundo ao seu redor. A musicoterapia pode trazer lembranças e emoções antigas à tona, proporcionando uma forma de comunicação e interação. Ouvir músicas antigas ou tocar instrumentos simples pode trazer conforto e alegria.
  • Paciente em Recuperação Pós-Cirúrgica: Indivíduos em recuperação após cirurgias muitas vezes enfrentam desconforto, dor e estresse. A musicoterapia pode ser usada para reduzir a percepção da dor, aliviar o estresse e promover uma sensação geral de bem-estar, através da audição de músicas relaxantes ou da criação de músicas próprias.

SAIBA MAIS:   A Associação Potiguar de Musicoterapia foi fundada no último ano no RN. Poderiam nos contar um pouco sobre seu papel e as metas dessa associação?

Sim, a APOMT está completando um ano no dia 10 de setembro deste ano. A APOMT foi criada para:

  • Promover, estimular e divulgar o desenvolvimento, a aplicação e a pesquisa da Musicoterapia;
  • Associar profissionais e estudantes de Musicoterapia;
  • Preservar e orientar os interesses inerentes à formação qualificada e ao exercício da profissão de musicoterapeuta;
  • Zelar pelas boas condições de trabalho e observância de padrões éticos na prática profissional da Musicoterapia em conformidade com o que estabelece a UBAM – União Brasileira das Associações de Musicoterapia;
  • Representar e defender os interesses em nível municipal, estadual, nacional e internacional de seus associados;
  • Manter intercâmbio permanente com instituições congêneres, no Brasil e no exterior, e promover periodicamente reuniões de caráter científico, administrativo, social, educativo e cultural;
  • Representar a Musicoterapia, junto aos órgãos nacionais, estaduais e municipais responsáveis no Estado de Rio Grande do Norte por políticas de saúde, educação, trabalho e cultura, bem como assessorar e prestar serviços de consultoria para empresas, instituições públicas e privadas e grupos sociais diversos, em planejamento, avaliação e execução de projetos.
  • Articular programas que promovam a equidade, a universalidade e a integralidade da assistência à população;
  • Contribuir para o debate e melhoria das grades curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação em Musicoterapia no Brasil.
  • Cumprir e fazer cumprir o Código Nacional de Ética, Orientação e Disciplina do Musicoterapeuta, elaborado pela UBAM.

SAIBA MAIS:   Quais são os desafios mais comuns enfrentados pelos musicoterapeutas no cenário de saúde atual?

Embora o cenário de saúde possa variar de acordo com a região e o contexto, os musicoterapeutas enfrentam vários desafios comuns na atualidade. Alguns dos desafios mais comuns incluem:

  • Reconhecimento e Integração: Embora a musicoterapia tenha ganhado reconhecimento ao longo dos anos, ainda há áreas e instituições de saúde que podem não estar totalmente cientes dos benefícios e da eficácia da terapia. Integrar a musicoterapia em equipes multidisciplinares e demonstrar seus resultados é um desafio.
  • Acesso a Recursos: Muitos musicoterapeutas enfrentam a falta de recursos financeiros, materiais e de suporte. Isso inclui acesso a instrumentos musicais, equipamentos de gravação, espaços adequados para a terapia e apoio administrativo.
  • Validação Empírica: Ainda que haja muitas evidências anedóticas e clínicas que apoiam a eficácia da musicoterapia, a pesquisa empírica sólida é essencial para ganhar credibilidade em ambientes médicos e acadêmicos. A obtenção de financiamento para pesquisas e a condução de estudos controlados são desafios.
  • Diversidade de Pacientes: Trabalhar com uma variedade de pacientes com diferentes necessidades, idades e condições de saúde requer habilidades adaptativas. Cada indivíduo responde de maneira única à musicoterapia, o que pode exigir abordagens personalizadas.
  • Ética e Autocuidado: Lidar com questões emocionais e sensíveis exige um forte senso de ética e a capacidade de estabelecer limites saudáveis. Os musicoterapeutas também precisam cuidar de seu próprio bem-estar emocional ao lidar com histórias difíceis e intensas.
  • Conscientização Pública: Embora tenha havido um aumento na conscientização sobre a musicoterapia, ainda há falta de compreensão geral sobre o que ela envolve e como funciona. Educar o público sobre os benefícios e o escopo da musicoterapia é um desafio contínuo.
  • Custos e Reembolso: Para muitos pacientes, especialmente em sistemas de saúde onde a musicoterapia não é amplamente coberta por planos de saúde, o custo da terapia pode ser um impedimento. Além disso, garantir que os serviços de musicoterapia sejam reconhecidos pelos planos é um desafio burocrático.
  • Atualizações Profissionais: O campo da saúde está sempre evoluindo, e os musicoterapeutas precisam se manter atualizados com as pesquisas mais recentes, práticas inovadoras e desenvolvimentos na área da saúde.
  • Pandemia e Restrições: A pandemia da COVID-19 trouxe desafios únicos para os musicoterapeutas, como a transição para a terapia online, a necessidade de criar conexões remotas eficazes e a adaptação a restrições de segurança.

SAIBA MAIS:   A musicoterapia parece ter uma abordagem holística. Como vocês acha, que ela complementa ou se integra a outras formas de terapia e tratamento?

A musicoterapia considera o indivíduo como um todo, incluindo aspectos físicos, emocionais, mentais e sociais. Essa abordagem permite que a musicoterapia se integre e complemente várias outras formas de terapia e tratamento de maneiras significativas:

  • Terapia Cognitivo-Comportamental: A musicoterapia pode ser combinada com a Terapia Cognitivo-Comportamental para ajudar os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento negativos.
  • Terapia de Expressão Criativa: A musicoterapia frequentemente se sobrepõe à terapia de expressão criativa, como a arte-terapia. Ambas as abordagens permitem que os pacientes expressem emoções de maneiras não verbais, promovendo a autoexpressão e a exploração emocional.
  • Terapia de Grupo: A musicoterapia em grupo pode ser usada em combinação com outras formas de terapia em grupo, como terapia de grupo cognitivo-comportamental ou terapia de grupo de apoio.
  • Terapia Física e Reabilitação: A musicoterapia pode ser integrada à terapia física e de reabilitação para melhorar a coordenação motora, a marcha e a força muscular.
  • Terapia de Trauma: A musicoterapia pode ser usada como parte de uma abordagem de tratamento de trauma, integrando-se a outras terapias.
  • Terapia de Grupo de Dependência: A musicoterapia pode ser usada como parte de programas de tratamento para dependência química ou comportamental. Ela pode ajudar os participantes a expressar emoções, desenvolver habilidades de enfrentamento e fortalecer o apoio social.
  • Terapia Psicodinâmica: A musicoterapia pode ser adaptada para se alinhar a abordagens psicodinâmicas, permitindo que os pacientes explorem questões inconscientes através da criação musical e da análise das escolhas musicais.
  • Terapia de Família: A musicoterapia pode ser usada em sessões de terapia de família, permitindo que a música seja um veículo para expressar dinâmicas familiares, facilitar a comunicação entre os membros da família e promover a coesão.
  • Terapia ocupacional: a musicoterapia pode contribuir para o desenvolvimento de funções executivas, atividades de vida diária e processamento sensorial;
  • Terapias da fala e processamento sonoro: A prática da escuta e do canto escuta e o canto podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades comunicacionais estimulando a motricidade oral, a prosódia dentre outras.

Em resumo, a musicoterapia é altamente versátil e pode ser incorporada a uma variedade de abordagens terapêuticas e de tratamento. Ela pode ser usada como uma ferramenta complementar para melhorar os resultados terapêuticos, atender às necessidades individuais dos pacientes e enriquecer as abordagens existentes. A chave é adaptar a musicoterapia de maneira adequada à situação e às metas terapêuticas específicas.

SAIBA MAIS: Para aqueles que desejam seguir uma carreira em musicoterapia, quais são os passos-chave para se tornar um profissional nessa área?

Para se tornar um musicoterapeuta qualificado, é importante seguir um processo de formação e certificação. Aqui estão os passos-chave para se tornar um profissional de musicoterapia:

  • Educação Formal em Musicoterapia: A obtenção de um diploma de graduação ou pós graduação reconhecida em musicoterapia é o primeiro passo fundamental. Procure programas de música que sejam reconhecidos pela União Brasileira das Associações de Musicoterapia.
  • Conclusão de Requisitos de Estágio Clínico: Essencial! Esses estágios proporcionam experiência prática no trabalho com pacientes e a aplicação das habilidades adquiridas na educação formal.
  • Aquisição de Competências Musicais: Além do conhecimento terapêutico, é importante desenvolver habilidades musicais sólidas. Isso envolve o domínio de instrumentos musicais, voz e teoria musical.
  • Certificação Profissional: A certificação é um passo crucial para se tornar um musicoterapeuta licenciado.
  • Desenvolvimento de Habilidades Clínicas: Além das habilidades musicais, você precisará desenvolver habilidades clínicas, como empatia, escuta ativa, comunicação eficaz e sensibilidade cultural.

Aqui no RN a Associação Potiguar de Musicoterapia (APOMT) está apta a esclarecer todas as dúvidas que possam surgir no âmbito dos assuntos relacionados a Musicoterapia.

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