CIDADANIA

Recuperação do Centro Histórico de Natal depende de ações integradas, defende novo responsável por Iphan-RN

Novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio Grande do Norte (Iphan/RN), o professor da UFRN José Clewton do Nascimento assumiu o órgão que, no Estado, é responsável pelo tombamento de prédios como o Forte dos Reis Magos e de sítios arqueológicos.

Não é a primeira vez que Nascimento trabalha em um Iphan. Entre 2006 e 2011, foi parte da divisão técnica da superintendência do Ceará. 

Docente do Departamento de Arquitetura da UFRN, ele estuda temas ligados a intervenções em áreas de valor patrimonial e história e teoria da arquitetura e urbanismo.

“Na minha vida acadêmica – tanto na formação (graduação, mestrado e doutorado) quanto na carreira profissional, como professor universitário – tenho desenvolvido pesquisas, atividades de extensão e atuado diretamente em ações no âmbito da temática patrimonial”, diz o professor.

“Então, o convite partiu desta minha vivência, tanto acadêmica, como profissional, na temática. Minha perspectiva com relação ao Instituto é trabalhar, como gestor, para que a missão do órgão – proteção e valorização do patrimônio cultural, nas instâncias a ele cabíveis – seja seguida, em constante diálogo com as demais instituições e com a sociedade civil organizada”, afirma.

Nos últimos meses, o governo estadual fez a reabertura ou restauração de equipamentos como o Forte dos Reis Magos e outros prédios históricos. Para Clewton, os prédios possuem uma função social que deve ser cumprida.

“É fundamental que as instituições gestoras propiciem, no que nos cabe, que estes bens não só sejam preservados e conservados, como também possibilitem o cumprimento de sua função social, que vem prioritariamente pela possibilidade da garantia de seu uso”, aponta.

Alvo de debates sobre “abandono”, o Centro Histórico da capital vai ser outro local em que o novo responsável pelo Iphan deve se debruçar.

“Essa questão relacionada aos centros históricos – e aqui coloco no plural, pois não é algo específico do centro histórico de Natal – é bastante complexa, pois envolve não somente os bens reconhecidos como patrimônio, nas esferas distintas – federal, estadual e municipal – mas também diversos outros agentes – não só gestores – e, posso dizer, a sociedade em geral. É preciso que esses agentes dialoguem e construam os caminhos e busquem soluções e alternativas que sejam pensadas de forma integrada”, diz.

Perguntado sobre quais patrimônios potiguares estão mais ameaçados e que exigem mais acompanhamento do instituto, o profissional afirma que existem várias frentes – patrimônio edificado, patrimônio imaterial, arqueologia, todos com diferenças e formas diferentes de serem trabalhadas.

“Entendo que são várias frentes (patrimônio edificado, patrimônio imaterial, arqueologia), cada uma sua complexidade, e que a instituição deva atuar a partir da complexidade que cada uma dessas frentes requer.”

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