RN tem maior taxa de população ocupada dos últimos dez anos
Natal, RN 21 de mai 2024

RN tem maior taxa de população ocupada dos últimos dez anos

15 de setembro de 2023
6min
RN tem maior taxa de população ocupada dos últimos dez anos

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Em 2022, o Rio Grande do Norte alcançou a maior média de população ocupada com 1,4 milhão de trabalhadores no mercado formal ou informal, segundo a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua 2022 divulgada nesta sexta (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número é 5,5% maior em relação a 2019 (1,32 milhão de pessoas) e 8,9% frente a 2012 (1,24 milhão de pessoas). Também houve aumento de 4,8%, no número de pessoas em idade de trabalhar, estimada em 2,9 milhões de pessoas em 2022. Essa tendência de aumento do número de pessoas em idade de trabalhar e ocupadas também se repete na média do país.

Comércio e setor público

As atividades do comércio (20,4%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (19,9%), foram as que mais absorveram trabalhadores desde 2012. Porém, a primeira apresentou uma queda de 10% e a segunda, um aumento de 8,7% em 10 anos.

Os setores de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, outros serviços e alojamento, além de alimentação, foram os que mais tiveram acréscimo entre 2012 e 2022, com 40%, 39,5% e 34,7% de aumento, respectivamente.

A mudança na indústria

Já a indústria, que chegou a ser a terceira atividade que mais absorvia mão de obra em 2012, teve uma queda de 22,8% em 2022.

No entanto, é importante lembrar que nos seis primeiros meses deste ano, o RN teve a maior alta de produção industrial do Brasil quando é feito o comparativo entre os seis primeiros meses de 2023 com o mesmo período de 2022, num acumulado de 9,8%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM – PF), divulgada ontem pelo IBGE.

O desempenho veio, principalmente, da indústria de transformação, que teve alta de 102,9% em relação a julho de 2022/2023, alcançando um acumulado no ano de 18,8%. Os índices foram os maiores do país entre os locais pesquisados. As altas vieram, especificamente, das atividades de coque (combustível derivado do carvão), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel).

De maneira geral, em 2022, as atividades de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foram as que mais cresceram (22,6%) no comparativo com 2019, seguida de alojamento e alimentação (6,4%) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5.3%).

A indústria também apresentou queda se comparada a 2019 (8,3%), mas foi transporte, armazenagem e correio que apresentaram a maior queda na participação de pessoas ocupadas (27,3%).

Refinaria Clara Camarão, em Guamaré. | Foto: Reprodução/Petrobras

Empregados menos sindicalizados

Nos últimos anos, o número de trabalhadores sindicalizados no Rio Grande do Norte segue uma tendência de queda. Em 2012, o universo de pessoas ocupadas sindicalizadas era de 17,1% em relação ao total de ocupados. Já em 2019, esse número cai para 12,5% e para 9,4% em 2022, ficando abaixo da média do Nordeste (10,8%) que, junto com o Sul (11%), são as regiões com maior índice de pessoas ocupadas sindicalizadas. Os menores percentuais são das regiões Norte (7,7%) e a Centro-Oeste (7,6%).

No Brasil, a média de trabalhadores ocupados sindicalizados é de 9,2%. Entre os estados, o Piauí possui o maior percentual de sindicalização do país com 18,8% de pessoas ocupadas sindicalizadas e o Amapá o menor percentual, com 4%. O Rio Grande do Norte ficou na 11ª posição em 2022, mas já esteve na 9ª em 2012, com 12,5% de pessoas ocupadas sindicalizadas.

Patrões menos associados

Enquanto em 2012 o Rio Grande do Norte tinha 70,9% dos empregadores registrados em empreendimentos com CNPJ, em 2019 esse número subiu para 71,1% e para 75,6% em 2022.

Já em relação aos trabalhadores autônomos, o número de registrados caiu de 17,5% em 2012 para 16,4% em 2019, apresentando uma ligeira alta em 2022, chegando a 17,3%.

Os analistas do IBGE apontam que a maioria das pessoas ocupadas nos dois grupos, com registro, era formada por homens, 66,9% (71 mil). Embora houvesse predomínio do contingente masculino entres empregadores e trabalhadores por conta própria, o percentual de pessoas com registro no CNPJ para categoria conta própria era um pouco maior entre as mulheres (18%) do que entre os homens (16,9%).

A pesquisa

A PNAD Contínua é feita por amostras em que um mesmo domicílio é visitado uma vez por trimestre, durante cinco trimestres. Um outro conjunto de informações sobre força de trabalho, de caráter mais estrutural, e que, diferentemente das informações utilizadas para o monitoramento conjuntural, também são investigadas, mas apenas na primeira visita ao domicílio selecionado para responder à pesquisa. Na pesquisa agora divulgada, estão disponíveis os seguintes indicadores: associação a sindicato; associação a cooperativa de trabalho e produção, entre outros.

Para os anos de 2020 e 2021, não houve a disponibilização de dados da pesquisa sobre esse tema, uma vez que, em decorrência da pandemia da COVID-19, a redução da taxa de resposta da PNAD Contínua nos referidos anos trouxe dificuldades para a mensuração de alguns indicadores dos módulos temáticos coletados exclusivamente na primeira visita. Portanto, a série de indicadores compreende os anos de 2012 a 2019 e 2022.

Os resultados divulgados incorporam a reponderação da PNAD Contínua ocorrida em 2021, a qual considera os totais populacionais por sexo e grupos etários estimados para o Brasil, segundo os dados das Projeções da População do Brasil e Unidades da Federação, Revisão 2018, também calculadas pelo IBGE.

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