Sem sintomas, aneurisma como o do dep. Hermano Morais pode ser mais letal no cérebro, mas também ocorre em outras partes do corpo
Natal, RN 24 de abr 2024

Sem sintomas, aneurisma como o do dep. Hermano Morais pode ser mais letal no cérebro, mas também ocorre em outras partes do corpo

11 de setembro de 2023
6min
Sem sintomas, aneurisma como o do dep. Hermano Morais pode ser mais letal no cérebro, mas também ocorre em outras partes do corpo

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O aneurisma é a dilatação anormal que se forma na parede enfraquecida de uma artéria, que pode se romper e provocar hemorragia ou passar a vida inteira sem estourar. De maneira geral, enquanto não se romper, o aneurisma não apresenta quaisquer sintomas e pode ocorrer em qualquer artéria do corpo.

Porém, aqueles localizados no cérebro, na aorta torácica ou abdominal apresentam altas taxas de mortalidade. A gravidade vai depender do tamanho do sangramento e da área atingida.

No caso do deputado estadual Hermano Moraes (PV), ele sofreu o rompimento de um aneurisma cerebral na última sexta (8), resultando em um AVC (Acidente Vascular Cerebral), que é caracterizado pela interrupção repentina do fluxo de sangue para parte do cérebro.

Porém, apesar da potencial gravidade, já que o rompimento ocorreu numa artéria do cérebro, o parlamentar está consciente, estável, falando e sem sequelas, segundo sua assessoria de imprensa, que atualizou a Agência Saiba Mais sobre a situação do deputado nesta segunda (11).

Deputado Hermano Morais, já consegue falar e não deve ficar com sequelas I Foto: João Gilberto

Sintomas

Os aneurismas pequenos costumam ser assintomáticos, mas podem apresentar sintomas à medida que crescem e pressionam a área afetada, sendo os mais comuns a ocorrência de dor de cabeça súbita e intensa, náuseas, vômitos e perda da consciência, além de confusão mental, sensibilidade à luz e convulsões.

Causas

A pessoa pode nascer com predisposição familiar para ter um aneurisma ou desenvolver o problema ao longo da vida devido a pressão alta não controlada por medicamentos, tabagismo, diabetes, aumento dos níveis de colesterol e triglicérides ou algum tipo de trauma, como golpes e ferimentos.

Sequelas

Ao se romper, alguns aneurismas podem provocar alterações neurológicas, como dificuldade em levantar um braço por falta de força,  para falar ou lentidão no pensamento. Pessoas que já tiveram um aneurisma correm maior risco de sofrer um novo evento.

ANEURISMA ABDOMINAL

A ocorrência de aneurisma abdominal está associada à presença de placas de gordura e calcificação nas artérias, não tendo relação com o aneurisma cerebral.

Sintomas

No caso do aneurisma abdominal, o paciente pode apresentar alguns sinais, como sensação de pulsação abdominal. Quando ele se expande rapidamente e está prestes a se romper ou já se rompeu, a pessoa pode sentir uma repentina dor forte ou persistente no abdômen ou nas costas; além de náuseas e vômitos; frequência cardíaca acelerada; e queda de pressão e choque hemorrágico, quando ocorre perda de grande quantidade de sangue.

Causas

Assim como ocorre com o aneurisma cerebral, o tabagismo e a pressão alta descontrolada são fatores de risco. Mas, o aneurisma abdominal também pode ser provocado por fatores não modificáveis (sexo masculino, história familiar e idade) e modificáveis (fumo, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade, raça branca e doença aterosclerótica pré-existente). Além disso, segundo o Dr Dráuzio Varella, que fala sobre o assunto no portal do Ministério da Saúde, algumas doenças aumentam o risco de fragilidade das artérias cerebrais, como as do colágeno (síndromes de Marfan e de Ehler Danlos) e a renal policística.

Prevenção

  • Controle da pressão arterial;
  • Índices adequados de glicose, colesterol e triglicérides;
  • Alimentação saudável, à base de vegetais, frutas, fibras e carnes magras;
  • Praticar exercícios físicos regularmente;
  • Não fumar;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

ANEURISMA DA AORTA

É a dilatação da maior artéria do corpo humano, a aorta, que se inicia no coração, passa pelo tórax e termina no abdômen. A aorta é responsável por leva o sangue rico em oxigênio, do coração para todas as outras partes do corpo. O aneurisma, nesse caso, pode surgir tanto na aorta torácica quanto na abdominal.

Sintomas

Assim como nos demais casos, o aneurisma da aorta não costuma apresentar sintomas, mas pode ser identificado durante exames médicos de rotina, como tomografia, ou quando se rompe.

Porém, o aneurisma da aorta torácica pode crescer e afetar áreas específicas dessa região, provocando dor forte e intensa no peito ou na região superior das costas, que pode irradiar para outras áreas, como a parte inferior das costas ou do abdômen; sensação de falta de ar; chiado no peito ao respirar; dificuldade para respirar ou engolir; rouquidão; e tosse.

Já no caso do o aneurisma da aorta abdominal, os sintomas são dor abdominal ou na lateral do abdômen; sensação de pulsação no abdômen; de estômago cheio mesmo após comer pouco; dor forte nas costas ou na região lateral; além de dor na região do glúteo, virilha e pernas.

Ao se romper, o aneurisma costuma provocar dor intensa nas costas ou abdômen de forma repentina; dor súbita e forte no peito; náuseas e vômitos; suor excessivo e pegajoso; pele pálida e fria; batimentos cardíacos rápidos; falta de ar; tontura ou vertigem; confusão mental e desmaio.

Causas

O risco de aneurisma de aorta aumenta conforme o passar da idade e é mais comum entre homens com mais de 65 anos de idade. A doença está relacionada com a aterosclerose (inflamação provocada por acúmulo de placas de gordura no interior dos vasos sanguíneos provocando seu entupimento e a ocorrência de infarto ou AVC); tabagismo; histórico familiar; pressão alta descontrolada; colesterol alto; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença arterial coronariana; histórico de ruptura da aorta; síndromes de Marfan e de Ehler Danlos; Síndrome de Loeys-Dietz; sífilis e infecção pelo HIV.

Prevenção

Assim como nos demais casos, para tentar evitar o aneurisma é preciso cultivar hábitos saudáveis, tomar os remédios indicados pelo médico, nos horários corretos; fazer o acompanhamento médico regularmente; parar de fumar; evitar o consumo de bebidas alcoólicas; fazer atividade física regularmente; diminuir o consumo de sal e produtos industrializados e fazer uma dieta equilibrada, rica em frutas e vegetais.

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