Petrobras vai investir R$ 15 bilhões para exploração de Margem Equatorial, incluindo área que passa pelo RN
Natal, RN 24 de jul 2024

Petrobras vai investir R$ 15 bilhões para exploração de Margem Equatorial, incluindo área que passa pelo RN

2 de outubro de 2023
4min

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

A exploração de petróleo na margem equatorial do Brasil que vai começar pelo Rio Grande do Norte deve ter um investimento de 3 bilhões de dólares, equivalente a 15 bilhões de reais nos próximos cinco anos, segundo o governo do estado. 

A licença ambiental foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que a estatal possa operar no Campo de Pitu, nas águas profundas da Bacia Potiguar.

A permissão surge após a estatal cumprir os requisitos da Avaliação Pré-Operacional (APO), exigida pelo Ibama.

"Isso significa um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o Rio Grande do Norte liderado pela Petrobras. É um incremento para nossa economia, tendo em vista a capilaridade que tem a cadeia produtiva de petróleo e gás, gerando emprego e renda para o povo, além do incremento das receitas tributárias para o Estado e de royalties para os municípios", comemorou a governadora Fátima Bezerra (PT).

Além da licença ambiental, o Ibama também autorizou a limpeza de casco da sonda que será deslocada para o Rio Grande do Norte nos próximos dias. O campo fica a cerca de 60 quilômetros da costa potiguar.

Bacia Potiguar é onde há mais estudos e experiência operacional, diz presidente da Petrobras

O investimento de R$ 15 bilhões considera não somente a Bacia Potiguar, mas também outros blocos que a Petrobrás deve explorar entre 2023 e 2027, como as bacias do Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas.

Na Bacia Potiguar, que passa pela costa do Ceará e do RN, são sete poços produzindo petróleo e gás, 437 poços marítimos já perfurados pela Petrobras historicamente, além de mais de 8680 poços em terra. 

“Ao que parece, Ibama e Ministério do Meio Ambiente optaram por começar a licenciar a possibilidade de perfuração marítima em águas profundas da Margem Equatorial pela região em que há mais estudos, atividades e experiência operacional: a Bacia Potiguar”, disse Jean Paul Prates, presidente da estatal, no X (antigo Twitter).

Antes do Ibama autorizar a exploração de vez, afirmou Prates, o órgão ambiental também permitiu que fosse feita uma Avaliação Pré-Operacional (APO) - uma espécie de “simulação” de ocorrência de um vazamento para atestar em detalhe cada procedimento de combate/remediação - para a perfuração do poço de Pitu Oeste da Bacia Potiguar. 

A Petrobras realizou os testes com “pleno êxito” na semana retrasada, escreveu o presidente da estatal.

“Foram mais de 1.000 pessoas envolvidas (pessoal próprio, terceirizado, e frentes de atuação local), incluindo mais de 30 forças-tarefa atuando no mar e nas praias, 150 empregados no Posto de Comando central no EDISEN, 50 empregados no Posto de Comando local em Fortim-CE, 400 agentes ambientais e profissionais de fauna, além de pessoal da Transpetro, da UN-RNCE e de 13 CDAs espalhados pelo Brasil”, apontou.

Nos recursos físicos, foram utilizadas cerca de 60 embarcações, 70 veículos terrestres, cinco ambulâncias e quatro aeronaves (sendo duas para resgate aeromédico)

A perfuração em águas profundas da Margem Equatorial deve durar de quatro a cinco meses. Caso o Ibama autorize a realização da simulação também na Bacia da Foz, a Petrobras deverá conduzi-la imediatamente para conseguir a licença ambiental também no Amapá, informou Prates.

“A busca de novas reservas e os investimentos exploratórios na Margem Equatorial Brasileira não são contraditórios em relação à Transição Energética em curso tanto na Petrobras quanto no mundo”, disse.

O potencial de investimentos na região deve ser de mais de R$ 100 bilhões, com geração de quase 500 mil empregos diretos e indiretos e cerca de R$ 160 bilhões em receitas governamentais (União, Estados e Municípios) nos próximos cinco anos, de acordo com o dirigente.

“Isso é injetar recursos na economia local que, se bem administrados, garantirão a organização da economia circular da floresta em pé, o desenvolvimento da infraestrutura em harmonia com a natureza e o bem estar dos povos da Amazônia”, frisou.

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.