Prefeitura de Natal: PSOL não descarta apoio a Natália, mas também estuda candidatura própria
Natal, RN 24 de jul 2024

Prefeitura de Natal: PSOL não descarta apoio a Natália, mas também estuda candidatura própria

5 de outubro de 2023
4min
Prefeitura de Natal: PSOL não descarta apoio a Natália, mas também estuda candidatura própria

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Com nova direção desde setembro, o PSOL em Natal não descarta apoiar Natália Bonavides (PT) à Prefeitura da capital. A deputada federal já tem o apoio do PT, do PCdoB e conversa com outras siglas.

Segundo o presidente do PSOL em Natal, o pedagogo Júlio Pontes, a decisão de apoiá-la ou lançar candidatura própria vai se orientar pela resolução aprovada em consenso pelo partido no congresso estadual que ocorreu no mês passado. 

“Vamos buscar diálogo em prol da unidade com os partidos de esquerda na capital, ampliando a possibilidade de derrotarmos as candidaturas identificadas com o bolsonarismo”, afirma.

“A unidade eleitoral, obviamente, não pode ser apenas ao redor de um nome, mas de um programa de enfrentamento aos problemas sentidos pelo povo de Natal”, garante. 

Pontes acredita que é preciso avançar na reforma urbana, com programas de habitação popular e enfrentamento à especulação imobiliária. 

“Para avançarmos no direito ao transporte, precisamos tirá-lo das mãos das empresas e colocá-lo sob responsabilidade do município com controle social e participação popular. Em resumo, para melhorar concretamente a vida do povo, vale a máxima: quem governa para todo mundo, está mentindo para alguém”, define. 

“Nossa resolução, finalmente, também acolhe a hipótese de candidatura própria, a ser apresentada ao diretório municipal e nele acumulada”, comenta o dirigente pessolista. 

Partido federado com PSOL, Rede tem “conversas avançadas” com Natália

Em entrevista recente à agência Saiba Mais, o dirigente da Rede no Rio Grande do Norte, João Gentil, afirmou que o partido tem “conversas avançadas” para apoiar Natália Bonavides para a Prefeitura de Natal em 2024. De acordo com Júlio Pontes, a movimentação do partido-irmão é natural. 

“O modelo de federação mantém preservada a autonomia política dos partidos federados, portanto, é lícito que a Rede e o PSOL façam movimentações no campo eleitoral”, justifica.

Segundo ele, outro motivo para ver com tranquilidade as conversas é que Natália tem sido aliada importante em pautas defendidas pelo PSOL, como no enfrentamento ao Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn).

“Cito o exemplo de sua ação judicial para retorno de três linhas extintas que o Seturn descumpriu 11 vezes, como na luta pelo despejo zero e, mais recentemente, na campanha pela indicação de uma mulher negra ao STF, materializada em uma carta assinada por 25 deputadas”, elogia.

Ainda assim, o presidente do PSOL diz que o partido é quem preside a federação em Natal, e não há nenhum risco de decisão unilateral.

Álvaro Dias: “nota abaixo de zero e um convite ao inferno”

Em Natal, a federação possui dois vereadores: Robério Paulino pelo PSOL, e Eribaldo Medeiros, recém-filiado à Rede. O grupo faz oposição à gestão Álvaro Dias (Republicanos), para quem Júlio Pontes faz um paralelo com o álbum Abaixo de Zero: Hello Hell, do rapper Black Allien.

“Uma nota abaixo de zero e um convite ao inferno”, crava.

“Álvaro Dias é inimigo do povo de Natal. Não podemos acusá-lo de preguiçoso, porque tem trabalhado dia e noite contra os interesses do povo”, critica o presidente do PSOL.

O pedagogo ainda enxerga negativamente a forma como o prefeito da capital se relaciona com o funcionalismo público municipal.

“Rasgou o piso da enfermagem sob protestos da categoria apelando para uma votação em regime de urgência na Câmara Municipal. Agora, mais uma vez, apela para o regime de urgência para aprovar a toque de caixa o fim das atuais carreiras do magistério municipal”, define Pontes. 

O dirigente afirma que Dias é um “bom aluno do bolsonarismo”. Para o ano que vem, o chefe do Executivo não pode se candidatar novamente, já que está atualmente cumprindo a reeleição, mas ensaia o nome que pode lhe suceder. O presidente vê como prioridade a derrota do projeto político do prefeito.

“Derrotamos Bolsonaro nas eleições de 2022, mas o bolsonarismo está de pé e precisa ser derrotado em Natal também”.

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