3ª Mostra de Cinema Indígena destaca resistência e cultura
Natal, RN 27 de fev 2024

3ª Mostra de Cinema Indígena destaca resistência e cultura

26 de novembro de 2023
2min
3ª Mostra de Cinema Indígena destaca resistência e cultura
Indígena potiguara, Graça Graúna

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Nos dias 29 e 30 de novembro, Serra Talhada e Triunfo, duas cidades do interior de Pernambuco, recebem a 3ª Mostra de Cinema Indígena. O evento, voltado para a promoção da cultura e visibilidade dos povos indígenas, contará com oficinas, exibições de filmes e debates, além do lançamento do livro "Canto Mestiço".

Graça Graúna, representante dos povos potiguaras do Rio Grande do Norte, destaca a importância da iniciativa em meio aos desafios de visibilidade enfrentados pelos povos indígenas no Nordeste. Ela ressalta que o cinema é uma ferramenta poderosa para trazer visibilidade e marcar a existência dessas comunidades.

É um evento importante porque marca essa preocupação nossa com a visibilidade dos povos indígenas. Existe muito ainda a se fazer para trazer a visibilidade, para mostrar a existência dos povos indígenas no Nordeste. E o cinema é uma ferramenta muito forte”, avalia Graça Graúna.

As atividades do primeiro dia, 29 de novembro, incluem oficinas ministradas por lideranças indígenas, entre elas Graça Graúna, seguidas da abertura oficial da mostra, com exibição de filmes e debates com realizadores. O segundo dia acontece no Espaço Cultural Fábrica de Criação Popular na cidade de Triunfo e contará com oficinas e o lançamento do livro de Graça Graúna, que destaca a importância da literatura indígena, focando na poesia.

Graça Graúna também enfatiza a relevância da Lei 11.645/08, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. “A Lei onze seiscentos e quarenta e cinco é uma ferramenta muito forte. Mas antes da Lei onze seiscentos e quarenta e cinco, nós indígenas já atuamos muito antes dessa lei existir”, afirma.

Ela ressalta que a voz indígena é fundamental para trazer uma compreensão mais precisa sobre a cultura e história indígena, e a lei é uma ferramenta para abrir espaço ao entendimento do outro. “Só nós indígenas podemos, com mais precisão, falar do que vivemos e defendemos”, defende.

Graça reforça que o evento não é exclusivo para indígenas e acontece na universidade, rompendo com estigmas sobre o que é ser indígena.

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