“As flores de plástico não morrem”
Natal, RN 26 de fev 2024

“As flores de plástico não morrem”

2 de dezembro de 2023
3min
“As flores de plástico não morrem”

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

“As flores de plástico não morrem”, diz a canção. Como também não morrem as próprias canções. Elas pulsam na memória de gerações inteiras que as escutaram. “O pulso ainda pulsa”, e enquanto isso as batidas, os acordes se eternizam, nem que sejam em um instante. “Eu sei que é pra sempre/ Enquanto durar”... Aquele que a memória não mata. E que basta uma nota musical para reavivá-la forte, límpido, saudoso...

“Devia ter amado mais/ Ter chorado mais/ Ter visto o sol nascer/ Devia ter arriscado mais/ E até errado mais/ Ter feito o que eu queria fazer”... Esse tem sido um dos meus mantras desde sábado passado quando, pela segunda (e talvez última vez) vi os TITÃS. Gingantes!

Engraçado que nas duas situações fui recepcionada por amigos que não via há tempos. Nesse último, a Felícia Filisteia Adams me fez as honras. E como foi maravilhoso me juntar a ela e àquela multidão, ao coro uníssono que a plateia formava e explodir sentimentos tantos.

Desde aqueles revoltosos que nos faziam mandar os “bichos escrotos” saírem dos esgotos, até os mais cuidadosos e centrados que nos faziam relembrar e relembrar a “Marvin” que “a vida é pra valer”... e que “não vai adiantar chorar” –  apesar de muitas músicas terem me enchido os olhos de lágrimas...

Como a canção que me trouxe à memória de quando eu estava sempre disposta a me fazer lar e cuidar dos outros... “E se você puder me olhar/ Se você quiser me achar/ E se você trouxer o seu lar/ Eu vou cuidar, eu cuidarei dele/ Eu vou cuidar do seu jardim...” Nem sei se esse estado de querer cuidar passou ou está em latência. Quem sabe se se alguém me achasse naquela multidão, eu não voltasse a querer cuidar... (Falou uma filha de Oxum).

Músicas e sua magia... contagiante magia que nos joga em nossa linha do tempo pra trás e pra frente, que nos lembra que quando parece não haver mais saída, “Ainda há de haver saída”, e quando não houver mais desejo, nos cospe na cara que “Ainda há de haver desejo”... Então, por certo eu ainda hei de querer cuidar...

Afinal, “Enquanto houver sol/ Ainda haverá”...  E como ainda somos trilheiros dessa jornada, recheada de músicas e memórias, é imprescindível não esquecermos de que “É preciso saber viver”... saber eternizar nossos instantes, saber guardar nas canções os momentos mais incríveis da vida... Titãs faz parte da minha playlist da vida toda. Faz parte da sua também?!

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.