Caso Eliel: acusados são condenados a mais de 20 anos de prisão
Natal, RN 3 de mar 2024

Caso Eliel: acusados são condenados a mais de 20 anos de prisão

14 de dezembro de 2023
3min
Caso Eliel: acusados são condenados a mais de 20 anos de prisão
Foto: reprodução

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Os três homens acusados de matar o advogado Eliel Ferreira Cavalcante Júnior foram condenados nesta quarta-feira (13) por homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio qualificado contra Lucas Emanoel Pereira de Menezes Ferreira, que era namorado de Eliel. Cada pena individual supera 20 anos de prisão.

O júri popular havia sido iniciado na terça-feira (12), no Fórum Miguel Seabra, em Natal. Apesar do crime ter ocorrido em Mossoró, a defesa dos réus pediu que o julgamento fosse transferido para a capital para evitar que a população da cidade fosse influenciada pela forte comoção provocada pelos crimes.

Os condenados são Ialamy Gonzaga, conhecido como Júnior Preto, que recebeu pena de 23 anos e 7 meses de prisão; Francisco de Assis Ferreira da Silva, o Neném, condenado a 25 anos de reclusão; e Josemberg Alexandre da Silva, conhecido como Beberg, com pena de 22 anos e 1 mês de prisão. 

Entre os qualificadores do crime, segundo a Justiça, foi apontado o meio que dificultou a defesa da vítima e o motivo torpe.

O advogado Eliel Ferreira Cavalcante Júnior, de 25 anos, foi executado em 9 de abril de 2022 em Mossoró, quando conversava na calçada do condomínio em que seu namorado, Lucas, morava. Segundo a defesa, eles teriam sido confundidos com “ladrões”. A investigação descartou a motivação de homofobia para o crime.

Investigação descartou homofobia | Foto: reprodução

Os disparos, segundo demonstrado na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), foram todos efetuados por Ialamy Gonzaga. No entanto, como ele não tinha antecedentes criminais e confessou o crime, teve a pena reduzida. 

Uma terceira vítima também foi atingida por disparos de arma de fogo. José Luiz Vieira dos Santos foi alvo de um dos tiros durante a perseguição dos condenados a Eliel Júnior.

“Há evidências nos autos, através de relatos de testemunhas, que a prática criminosa ocorreu em razão de meras suspeitas infundadas de que o as vítimas poderiam ser ladrões, embora não se saiba ao certo, até este momento, o que levou os acusados a terem este entendimento”, registra a denúncia apresentada pelo MPRN. 

O documento aponta ainda que os condenados agiram como “justiceiros” promovendo um “julgamento” sumário e sem proporcionar defesa, segundo “suas próprias e medievais regras, escolhendo tirar a vida de inocentes, algo que não se justificaria ainda que fossem as vítimas de fato ladrões”.

Trio condenado por morte de advogado | Foto: reprodução

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