Farinhas de cajá e umbu: propriedades medicinais descobertas no RN
Natal, RN 22 de mai 2024

Farinhas de cajá e umbu: propriedades medicinais descobertas no RN

24 de dezembro de 2023
3min
Farinhas de cajá e umbu: propriedades medicinais descobertas no RN
Fotos: reprodução

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Nativos do Rio Grande do Norte, o cajá e o umbu são protagonistas em artigo recém-publicado em revista internacional Journal of Food Science. Doutorando em Ciências Farmacêuticas na UFRN, Felipe de Macêdo concluiu, em sua pesquisa do Mestrado em Nutrição, que as farinhas dos resíduos dessas frutas têm alto valor nutricional e propriedades medicinais.

O artigo “Flours from Spondias mombin and Spondias tuberosa seeds: Physicochemical characterization, technological properties, and antioxidant, antibacterial, and antidiabetic activities” é assinado também pelos pesquisadores Tatiana Moura Vasconcelos Holanda, Cristiane Fernandes de Assis, Francisco Humberto Xavier Júnior e Francisco Canindé de Sousa Júnior.

“Cajá e umbu apresentaram altos teores de fibras insolúveis e baixos teores de carboidratos, tornando-se potenciais ingredientes e/ou suplementos nutricionais na indústria. Além disso, os extratos obtidos das farinhas apresentam elevado conteúdo de fenólicos totais, atividades biológicas in vitro como antioxidante, antimicrobiana contra três espécies de bactérias Gram-negativas e antidiabética”, descreve a dissertação de Macêdo.

O trabalho sugere ainda que as farinhas estudadas têm potencial para aplicação como aditivos na indústria alimentícia.

“O conhecimento adquirido com este estudo abrirá uma nova abordagem para agregar valor às sementes de cajá e ameixa como fontes de fibras e compostos bioativos, com aplicação promissora na formulação de produtos funcionais e nutracêuticos, beneficiando tanto um meio ambiente sustentável e uma indústria sustentável.”, resume o artigo.

De acordo com os pesquisadores, a fabricação desse produto saudável é uma alternativa para o aproveitamento sustentável dos resíduos de cajá e umbu, que podem impulsionar sua utilização em escala industrial e contribuir para a preservação dessas espécies no Semiárido, além de estimular a economia local e a agricultura familiar.

Felipe de Macêdo | Foto: reprodução Instagram

Segundo o principal autor do trabalho, os resíduos de cajá foram doados pela empresa Ster Bom e os de umbu são do sítio da avó, em Upanema, uma cidade localizada na chapada do Apodi, no semiárido do oeste potiguar, onde ele viveu por anos.

“Espero que o cajá e o umbu sejam frutos reconhecidos, recomendados e inseridos na dieta humana, assim como os outros frutos que não são nossos, mas que estão nos nossos pratos. O intuito principal do trabalho foi valorizar a sociobiodiversidade do nosso estado.”, publicou Felipe em rede social ao divulgar a novidade. “Viva às pesquisas brasileiras!”, completou.

As mais quentes do dia

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.