Petrobras envia para RN navio-sonda que vai explorar Margem Equatorial
Natal, RN 3 de mar 2024

Petrobras envia para RN navio-sonda que vai explorar Margem Equatorial

6 de dezembro de 2023
3min
Petrobras envia para RN navio-sonda que vai explorar Margem Equatorial
Sonda estava na Baía de Guanabara para limpeza de casco e abastecimento | Foto: Acervo Foresea

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O navio-sonda responsável pela perfuração do poço de Pitu Oeste saiu nesta terça-feira (5) da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, rumo ao Rio Grande do Norte. O equipamento estava em águas cariocas para limpeza de casco e abastecimento.

A perfuração, prevista para começar ainda em dezembro na concessão BM-POT-17, marcará o retorno da Petrobras à Margem Equatorial, que se estende do RN ao Amapá ao longo da costa brasileira.

A estatal recebeu a primeira licença ambiental no final de setembro, para perfurar poços com a finalidade de pesquisa da capacidade de produção na Margem Equatorial, no segmento da Bacia Potiguar.

A permissão foi dada após a empresa cumprir os requisitos da Avaliação Pré-Operacional (APO), exigidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ainda dentro da mesma licença ambiental, a Petrobras planeja perfurar o poço Anhangá, na concessão POT-M-762, a 79 km da potiguar e próximo ao poço Pitu Oeste.

Segundo o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a estatal prevê o investimento de US$ 3,1 bilhões em atividades exploratórias na Margem Equatorial, por meio do Plano Estratégico 2024-2028.

“Esse esforço já dá a medida da confiança em que depositamos no potencial dessa faixa do litoral brasileiro, muito promissora e fundamental para garantirmos a segurança energética do país”, disse Prates.

Pitu Oeste será o terceiro poço da concessão BM-POT-17 e a previsão é de que a sua perfuração dure de 3 a 5 meses. O último poço dessa concessão foi perfurado em 2015.

“O poço de Pitu Oeste significa a retomada de nossas atividades na Margem Equatorial e uma campanha exploratória na qual acreditamos, pois expandirá ainda mais as atividades da Petrobras para o nordeste e o norte e ajudará a financiar a nossa transição energética”, declarou Joelson Falcão Mendes, diretor de Exploração e Produção da Petrobras.

O que é a Margem Equatorial

A concessão faz parte da Margem Equatorial, uma área 2.200 quilômetros ao longo da costa brasileira, próxima à Linha do Equador, considerada de elevado potencial petrolífero. Ela começa no Amapá e vai até o litoral do Rio Grande do Norte, passando pelas bacias: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

Arte Petrobras/Divulgação

Mas, por causa do risco de desastres, a Petrobras tem enfrentado resistência de alguns setores ambientais. Em maio, o Ibama já havia negado autorização de exploração na bacia da foz do Amazonas, que faz parte da Margem Equatorial, por falta de garantias para atendimento da fauna local em caso de acidente com derramamento de óleo, e pela falta de análise de impacto sobre três terras indígenas no Oiapoque. Em agosto, a solicitação de exploração foi reapresentada.

Os poços serão escavados em águas profundas e ultra profundas a mais de 160 quilômetros do ponto mais próximo da costa e a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas, segundo a Petrobras.

Apesar dos investimentos em energias renováveis e na descarbonização dos combustíveis, a estatal afirma que essa é uma importante reserva energética necessária, inclusive, para fazer o processo de transição energética no Brasil.

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