Trabalhadores reclamam de contato com secreções no Walfredo Gurgel
Natal, RN 28 de mai 2024

Trabalhadores reclamam de contato com secreções no Walfredo Gurgel

28 de dezembro de 2023
3min
Trabalhadores reclamam de contato com secreções no Walfredo Gurgel
Foto: divulgação

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O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel adotou, desde a pandemia de covid-19, novo aparelho de drenagem que possui filtro de proteção para a rede de vácuo. O equipamento impede que profissionais tenham qualquer contato com secreção de pacientes. Com o dispositivo em falta há mais de uma semana, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde-RN) disse que trabalhadores e trabalhadoras da saúde precisaram voltar a utilizar o dispositivo antigo, que é mecânico.

Segundo o relato, o problema do sistema antigo é que ele permite o contato dos profissionais com os fluidos em diferentes momentos dos procedimentos, sem contar o descarte que precisa ser feito de forma manual, possibilitando a contaminação de outras pessoas que se encontrarem no percurso da UTI até o expurgo.

O Sindsaúde divulgou que a máquina foi desativada por falta de pagamento da empresa terceirizada responsável. Para os representantes da classe, o “Qin Pot” adequado é importante para evitar que funcionários, demais pacientes e acompanhantes adoeçam de covid-19 ou outras doenças secretivas, principalmente levando em consideração aumento relevante dos casos de covid entre os próprios funcionários do HWG.

“Entrar em contato direto com fluidos de pacientes é o cúmulo da insalubridade, ainda mais depois de uma pandemia infectocontagiosa. Essa situação é calamitosa, é como voltar à estaca zero no Walfredo Gurgel e não iremos aceitar. Assim como na denúncia anterior, exigimos da governadora Fátima Bezerra (PT) condições reais de trabalho para os funcionários do Walfredo Gurgel e demais hospitais do estado. Queremos a resolução da problemática o mais rápido possível.”, publicou o Sindsaúde.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN), a denúncia não procede. Em nota, por meio da assessoria de imprensa, o órgão disse que “a direção do hospital garante as melhores condições de segurança aos trabalhadores”.

“O equipamento citado sequer é padronizado dentro da rede pública, estando em funcionamento apenas dentro do Walfredo Gurgel. A secretaria está trabalhando para adquirir o material necessário para reativação. Enquanto isso, o procedimento de trabalho segue o padrão normal, com os equipamentos adequados, como acontece nas mais diversas unidades hospitalares das redes pública e privada”, completou a Sesap.

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