40% do esgotamento sanitário do RN é considerado inadequado
Natal, RN 16 de abr 2024

40% do esgotamento sanitário do RN é considerado inadequado

25 de fevereiro de 2024
5min
40% do esgotamento sanitário do RN é considerado inadequado
Foto: Ana Amaral

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Dos 3,3 milhões de habitantes do Rio Grande do Norte, pelo menos 40% dessa população ainda utilizam esgotamento sanitário inadequado, como buraco, vala, fossa rudimentar, despejo em rio, lago, córrego ou mar, dentre outros. Isso significa que 1.338.500 potiguares não contam com uma infraestrutura digna para a coleta dos dejetos. Os dados foram coletados durante o Censo de 2022 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgados nesta sexta (23).

Ao todo, 99,8% das famílias potiguares contam com banheiro ou sanitário. Mas, boa parte das residências possui "fossa rudimentar ou buraco”, com os dejetos jogados fora da rede geral de esgotamento sanitário. Em 2022, havia 406,2 mil domicílios, nos quais moravam 1,2 milhões de pessoas, que tinham esgotamento desse tipo no RN.

De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), rede geral, rede pluvial, fossa ligada à rede, fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede são tipos de esgotamento sanitário considerados adequados. Já os buracos, valas, fossas rudimentares, além do despejo direto em rio, lago, córrego e mar, são classificados como inadequados.

O IBGE também constatou que, em 2022, cerca de um milhão de potiguares residiam em 372,5 mil domicílios que tinham esgotamento ligado à rede geral, sendo a maioria dessas pessoas atendidas pela categoria "rede geral ou pluvial” e “fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede".

Viçosa e Acari na frente

Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, apenas 11 cobriam mais de 70% de suas populações com esgotamento sanitário por meio da rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede. As cidades com maior cobertura eram Viçosa (95,8%) e Acari (83,9%).

Natal apareceu na 35ª posição, com 43,7% de moradores atendidos pela rede de esgotamento. Os menores índices de população atendida pelo mesmo tipo de serviço foram: Lagoa de Pedras (0,11%) e Rafael Godeiro (0,17%).

Dentre os demais municípios potiguares, 53 tinham menos de 5% da população atendida, 34 entre 5% e 20%, 38 tinham acima de 20% e até 40% da população atendida e outras 29 cidades, estavam com a cobertura do esgotamento sanitário acima de 40% e até 70% ligado à rede geral, rede pluvial ou fossa.

Lixo

Quando o tema é lixo, 86,4% da população potiguar têm coleta em domicílio por serviço de limpeza. O segundo tipo de destinação mais comum é a queima do lixo na propriedade, que equivale a 8,3% das destinações, seguido do depósito em caçambas do serviço de limpeza (4,2%).

O percentual restante - cerca de 1% da população - recorria a soluções locais ou individuais para a destinação do lixo, como enterrar na propriedade, jogar em terreno baldio, encosta ou área pública ou outro destino. Segundo o levantamento do IBGE, em 2022, 90,6% da população potiguar residia em domicílios com coleta direta ou indireta de lixo, média de 7,1 pontos percentuais acima do registrado no recenseamento de 2010, que foi de 83,5%.

Casa ou apartamento?

O Censo de 2022 também mostrou que a maioria (88,8%) dos potiguares mora em casa. O segundo tipo de domicílio mais registrado foi “Apartamento”, alcançando 9,3%, um aumento de 4,7 pontos percentuais em relação a 2010 (4,6%). Outra parte da população residia em “Casa de vila ou em condomínio” (3,4%), “Habitação em casa de cômodos ou cortiço” (0,07%) e "Estrutura residencial permanente degradada ou inacabada" (0,02%). No Rio Grande do Norte não foi registrado nenhum domicílio do tipo "Habitação indígena sem paredes ou maloca”.

Parnamirim foi o município com maior percentual registrado de moradores residindo tanto em apartamentos (24,2%) quanto em casas de condomínio (12,3%). O maior número de domicílios em apartamento foram registrados em Natal (19%), Mossoró (8,7%), São Miguel (6,7%), Pau dos Ferros (6,6%), São Gonçalo do Amarante (6,3%) e Caicó (6,3%). Já sobre a proporção de moradores de “casas em condomínios ou vila”, São Gonçalo do Amarante aparece logo após Parnamirim, com 8,7% da sua população residindo neste tipo de domicílio, seguido por Natal (6%) e Tibau do Sul (5%).

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