Em caso de dengue, veja quais os remédios contraindicados
Natal, RN 27 de mai 2024

Em caso de dengue, veja quais os remédios contraindicados

14 de fevereiro de 2024
3min
Em caso de dengue, veja quais os remédios contraindicados
Foto: Marcello Casal Jr. Agência Brasil

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O tratamento para a maioria dos casos de dengue inclui analgésicos, antitérmicos e medicamentos contra vômito. Mas, o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, alerta para os remédios contraindicados em caso de suspeita da doença.

Em entrevista à Agência Brasil, Chebabo citou o ácido acetilsalicílico, ou AAS, conhecido popularmente como aspirina, entre as medicações que se deve evitar, por se tratar de medicação que age sobre plaquetas.

"Como já tem uma queda de plaquetas na dengue, a gente não recomenda o uso de AAS”, disse o médico. Corticoides ambém são contraindicados na fase inicial da dengue", alerta ele.

Segundo o Ministério da Saúde, do início de 2024 até o dia 5 de fevereiro a doença já havia provocado 36 mortes no país.

Os principais sintomas dessa doença viral estão relacionados à existência de febre, vômito, dor de cabeça, dor no corpo e aparecimento de lesões avermelhadas na pele.

O infectologista advertiu que, se tiver qualquer um dos sintomas, a pessoa não deve se medicar sozinha, e sim ir a um posto médico para ser examinada.

“A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença”.

Sintomas graves
Entre os sinais de alarme, Chebabo destacou vômito que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tonteira; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento.

“Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico”, alertou. No entanto, a maior preocupação dever ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

Quanto aos festejos do carnaval, o infectologista disse que não agravam o problema da dengue, porque não se muda a forma de transmissão, que pelo mosquito Aedes aegypti.

“Talvez impacte mais a covid do que a dengue, mas é mais uma questão, porque, no carnaval, há doenças associadas, que acabam aumentando a demanda dos serviços de saúde. Esta é uma preocupação”.

Com informações da Agência Brasil

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