Pesquisadores cada vez mais perto do diagnóstico precoce do câncer
Natal, RN 2 de mar 2024

Pesquisadores cada vez mais perto do diagnóstico precoce do câncer

12 de fevereiro de 2024
2min
Pesquisadores cada vez mais perto do diagnóstico precoce do câncer
Foto: Sedis/UFRN

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Pesquisadores do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) e pelo Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica (NAVI/IFRN) desenvolveram um dispositivo capaz de detectar, precocemente, células de câncer, a partir de uma pequena amostra de sangue.

De acordo com divulgação, o projeto chamado "MiRNA" visa desenvolver um novo dispositivo para o diagnóstico de câncer. Inicialmente, estão sendo pesquisados três tipos, mas é possível que esse dispositivo possa ser usado para diagnóstico de outros tipos dessa doença.

“A gente está trabalhando com três tipos de câncer principais, mama, próstata e colo do útero. Essa plataforma pode ser customizada para detectar outros tipos de câncer, além desses”, explicou Leonardo Lima, pesquisador do LAIS/UFRN.

Lima também acrescenta que pelo fato dessa ferramenta identificar, de maneira precoce células cancerígenas, é possível lançar mão muito mais cedo de estratégia de tratamento, em uma fase anterior à manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Cenário da doença

Dados divulgados, recentemente, pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que estão previstos mais de 35 milhões de novos casos de câncer em 2050, o que representa um aumento de 77% em relação aos 20 milhões de casos estimados em 2022. Quando voltamos o olhar para o Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) alertou que o país deve registrar 704 mil novos casos de câncer ao ano, no triênio 2023-2025.

Dentro desse cenário, os especialistas indicam a prática de atividade física, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a redução do consumo de bebidas alcoólicas e do uso do cigarro, por exemplo, como medidas preventivas. A tecnologia, aplicada à melhoria da qualidade de vida das pessoas, no contexto da Saúde Digital, também deverá ser cada vez mais empregada na prevenção dessa enfermidade. Antecipar-se ao aumento dessas demandas na área da saúde pública, faz parte do compromisso dos pesquisadores que atuam na cooperação que resultou no MiRNA.

Com informações do LAIS

Matéria completa no Portal da UFRN

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