Calor: consumo de energia cresce 5,9% no 1º bimestre de 2024 no RN
Natal, RN 20 de mai 2024

Calor: consumo de energia cresce 5,9% no 1º bimestre de 2024 no RN

19 de março de 2024
3min
Calor: consumo de energia cresce 5,9% no 1º bimestre de 2024 no RN
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

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Para conseguir lidar com o calor resultante das temperaturas mais altas, quem pode, recorre a um ar-condicionado ou ventilador. Apenas nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, o consumo de energia subiu 5,9%, segundo o levantamento realizado pela Cosern a pedido da Agência Saiba Mais.

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Estudantes em Parnamirim têm aula em pátio por causa do calor

Em janeiro deste ano, a alta foi de 4,7%, quando comparado ao mesmo período de 2023. Em fevereiro o consumo de energia distribuída pela Companhia Elétrica foi ainda maior, chegando a 7,1%. Na última sexta (15), o Brasil bateu recorde de consumo de energia resultado das ondas de calor. O registro é da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Na Escola Municipal Maria de Jesus, em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, as turmas estão sendo levadas para o pátio em esquema de rodízio porque os estudantes e professores não aguentam o calor das salas sem ar-condicionado nem ventiladores.

Área verde x área cinza

No caso de Natal, entre 1984 e 2013, a cidade perdeu mais da metade de sua área verde, o que deixou a capital potiguar até 1,50C mais quente, de acordo com pesquisa realizada pelo professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Malco Jeiel, geógrafo e doutor em Climatologia pela Universidade Autônoma de Madrid.

Um relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), ainda em 2022, já alertava que seres humanos e natureza estavam sendo pressionados acima da capacidade de adaptação por causa do aumento da temperatura. Além disso, para que o quadro de mudanças climáticas ainda fosse considerado reversível, a temperatura não poderia elevar-se mais do que 1,50C, considerando a fase pré-industrial.

Dentre os 51 pontos da capital potiguar monitorados durante três anos, foram identificadas ilhas de calor no centro, nas Avenidas Tomaz Landim e Fronteiras, na Zona Norte, e na região entre o IFRN Central e a Avenida Engenheiro Roberto Freire, na Zona Sul. Essas são consideradas áreas mais quentes e acabam exigindo mais do corpo de quem transita por elas. Nessas regiões, a temperatura chega a ser de 0,90C a até 30C maior.

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