UFRN terá curso de graduação voltado à educação indígena
Natal, RN 16 de abr 2024

UFRN terá curso de graduação voltado à educação indígena

4 de março de 2024
3min
UFRN terá curso de graduação voltado à educação indígena
Comunidade Mendonça do Amarelão, em João Câmara, possui primeira escola indígena do RN | Foto: reprodução

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A UFRN deve ofertar, a partir do segundo semestre deste ano, o curso de graduação de Licenciatura em Educação Intercultural Indígena, destinado exclusivamente aos professores indígenas. A duração será de três anos e meio.

A oferta veio por meio do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Esta é uma ação especial dentro de um programa já existente, o Parfor, que já beneficiou mais de 100 mil professores da educação básica que não possuíam formação adequada na sua área de atuação nas escolas públicas, de acordo com o Ministério da Educação.

O Parfor Equidade visa formar professores em licenciaturas específicas para atendimento das redes públicas de educação básica ou das redes comunitárias de formação por alternância, que ofereçam educação escolar indígena, quilombola e do campo, assim educação especial inclusiva e na educação bilíngue de surdos.

Para a Licenciatura Intercultural Indígena, serão 40 vagas ofertadas. Outro curso também foi selecionado no edital: de Educação Especial Inclusiva, com 50 vagas.

O curso de Educação Indígena será ligado ao Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA). Já o de Educação Especial Inclusiva, ao Centro de Educação. Para o professor José Glebson Vieira, do Departamento de Antropologia, o curso de Licenciatura em Educação Intercultural Indígena vem sendo discutido e elaborado desde 2018 na UFRN. 

“Trata-se de uma demanda das organizações indígenas do RN, e em especial, da rede de educação básica”, disse.

De acordo com o docente, a previsão é que o início aconteça no segundo semestre deste ano. Neste edital da Capes, pelo menos 50% das vagas serão destinadas a professores da rede pública que já ensinem na área do curso sem ter a formação adequada, com preferência aos indígenas, quilombolas, negros ou pardos, pertencentes a populações do campo, pessoas surdas e público-alvo da educação especial. Já aos demais públicos, haverá processo seletivo pelas instituições de ensino superior. A entrada não será pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

“Por ser um curso voltado a um público específico e ter uma proposta diferenciada, intercultural, o processo seletivo será igualmente diferenciado”, afirmou Glebson Vieira.

Além disso, como o curso foi aprovado em edital do Parfor Equidade, a seleção segue as normas do próprio edital.

Para a pró-reitora de Graduação (Prograd-UFRN), Elda Melo, o resultado do edital da Capes “demonstra a disposição da UFRN em abraçar a diversidade de forma real e concreta, apoiando e propiciando a oferta de cursos que, em essência, oportunizam a formação qualificada de professores para desenvolver um trabalho genuinamente inclusivo em sua prática pedagógica e em seu olhar sobre os educandos indígenas e com necessidades específicas”.

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