Jean Paul Prates é demitido da Petrobras
Natal, RN 30 de mai 2024

Jean Paul Prates é demitido da Petrobras

14 de maio de 2024
3min
Jean Paul Prates é demitido da Petrobras

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Ex-senador pelo RN, Jean Paul Prates confirmou à imprensa nacional que foi demitido da Petrobras pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi uma "decisão do presidente", confirmou ele à jornalista Andreia Sadi. A decisão de Lula foi comunicada nesta terça-feira (14) e Magda Chambriard deve assumir o cargo.

Prates disse à jornalista que respeita a decisão, mas afirmou que não pode deixar de dizer que o presidente foi levado a adotar a medida por uma "intriga palaciana".

A Petrobras emitiu um comunicado aos acionistas oficializando a saída de Jean Paul Prates da presidência da estatal. "[A] Petrobras informa que recebeu nesta noite de seu Presidente, Sr. Jean Paul Prattes, solicitação de que o Conselho de Administração da Companhia se reúna para apreciar o encerramento antecipado de seu mandato como Presidente da Petrobras de forma negociada", diz o comunicado.

O blog do Valdo Cruz mostrou que Prates enviou uma mensagem interna para funcionários da Petrobras comunicando a saída. "Minha missão foi precocemente abreviada na presença regozijada de Alexandre Silveira e Rui Costa. Não creio que haja chance de reconsideração. Vão anunciar daqui a pouco", declarou Prates.

Jean Paul está no RN desde 2005

Jean Paul Prates é advogado e economista. Atua no setor de petróleo e energia desde os anos 80 e é coautor do atual quadro regulatório e de royalties para o setor de energia do Brasil.

Foi membro da assessoria jurídica da Petrobras Internacional (Braspetro), no final da década de 80. Em 1991, fundou a primeira consultoria brasileira especializada em petróleo, chegando a ter 120 consultores associados. Em 1997, participou da elaboração da Lei do Petróleo. Também foi o redator do Contrato de Concessão oficial brasileiro e do Decreto dos Royalties.

No RN, onde reside desde 2005, fundou o Centro de Estratégias em Energia e Recursos Naturais (Cerne), dedicado a ajudar governo e empresas a implementarem a inclusão social e estratégias multilaterais de investimento no setor energético. Também atuou no conselho consultivo de grupos de energia no Brasil e presidiu o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (Seern).

Durante o Governo Wilma de Faria, foi Secretário de Estado de Energia e, em cerca de três anos, tornou o RN autossuficiente em energia. Foi responsável por trazer mais de R$ 10 bilhões em investimentos para a matriz energética potiguar e transformou o estado em exportador de energia (sobretudo eólica), e combustíveis (gasolina, óleo diesel, QAV – querosene de aviação, gás de cozinha e biodiesel), para o Nordeste.

Em 2014, foi suplente na chapa de Fátima Bezerra (PT), eleita ao Senado. Em 2019, após a senadora ser eleita governadora do Rio Grande do Norte, Prates assumiu o mandato como titular até 2022, quando foi indicado para o cargo.

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