Obra do Complexo Turístico da Redinha, em Natal, volta a atrasar
Natal, RN 30 de mai 2024

Obra do Complexo Turístico da Redinha, em Natal, volta a atrasar

3 de maio de 2024
1min
Obra do Complexo Turístico da Redinha, em Natal, volta a atrasar
Foto: Alex Régis

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Atrasou mais uma vez a obra do Complexo Turístico da Redinha, na zona norte de Natal. Inicialmente, o prazo para o fim do serviço era em setembro de 2023; em janeiro, a Agência Saiba Mais mostrou que a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) atualizou esta entrega para março e, em março, ainda sem ter tudo concluído, a pasta disse que a obra do novo Mercado seria concluída até o fim de abril. No terceiro dia de maio, o local segue em construção.

Os serviços realizados no espaço incluem a construção do complexo central e de um espigão, um setor dedicado ao artesanato, serviços de iluminação, construções de calçadas no entorno, pavimentações asfálticas e enrocamento da praia. O Complexo promete ter em seu escopo dois andares com 33 boxes, praça de alimentação, seis restaurantes, varanda panorâmica, píer, mirante e deck para embarcações.

A Agência Saiba Mais procurou a assessoria da Seinfra na manhã desta sexta-feira (03) para obter um posicionamento do secretário Carlson Gomes, sobre o que tem motivado os atrasos e qual seria o novo prazo para a entrega do serviço, mas não conseguimos retorno do titular da Infraestrutura. 

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Há pouco mais de duas semanas, em 18 de abril, a Prefeitura de Natal informou em seu site que, somando-se todos os lotes, a obra ja estava 85% executada. 

Em um dos lotes da obra, de acordo com a Prefeitura, já foram executadas a requalificação do sistema de defesa costeira (com enrocamento) da Praia da Redinha, do trecho do rio Potengi, a urbanização e drenagem do entorno do Mercado Público da Redinha. Além disso, tem o novo clube de artesanato (antigo Clube da Redinha). O Executivo disse ainda que foi necessário construir uma nova estação de tratamento de esgoto para atender toda a contribuição que virá do mercado, num investimento que se aproxima dos R$ 30 milhões.

Desde abril de 2022, a Prefeitura do Natal retirou todos os comerciantes do Mercado da Redinha, que foi demolido para a construção do Complexo, cuja obra deveria ficar pronta em 18 meses.

Com a interdição de trechos da praia, diversos quiosqueiros e ambulantes perderam sua principal fonte de renda. Parte dos quiosqueiros assinaram em setembro um acordo judicial, direcionado aos permissionários, para receber indenização de R$ 25 mil sob condição de poderem continuar atuando no local por seis meses, prazo que iria de 1º de outubro a 31 de março deste ano.

Já outros dez permissionários optaram por receber uma indenização maior, de R$ 50 mil, e abrir mão dos seis meses de permissão para trabalhar novamente na praia.

Porém, durante setembro, garçons, cozinheiros e funcionários de outros setores realizaram protestos contra as decisões da Prefeitura de Natal. O grupo argumentou, à época, ter sido excluído do processo de negociação dos acordos. Em pouco mais de uma semana, durante a primeira quinzena daquele mês, os trabalhadores interditaram a ponte Newton Navarro três vezes, um dos acessos à praia da Redinha.

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