A quem ofende a liberdade de uma mulher?
Natal, RN 16 de jun 2024

A quem ofende a liberdade de uma mulher?

5 de junho de 2024
3min
A quem ofende a liberdade de uma mulher?

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Por Thaís Godeiro

Há um mês o Brasil recebia a apresentação de uma das mulheres mais poderosas da música, ou quem sabe do mundo? A The Celebration Tour foi a 12ª turnê da Madonna, celebrando os seus 40 anos de carreira.

Escolho esse tema para a meu primeiro texto a ser publicado aqui por dois motivos: por estarmos no mês de junho, mês do orgulho LGBTQIA+. Essa foi uma bandeira que Madonna sempre defendeu e por ser uma fã, inspirada por ela.

A vinda dela ao Brasil, não causou rebuliço apenas de maneira positiva. Embora o show de encerramento da turnê no Rio de Janeiro tenha contado com um público de 1,6 milhões de pessoas. A apresentação gerou uma moção de repúdio aprovada por deputados, sob a justificativa que o show tinha caráter erótico, apresentando inspirações pornográficas em suas coreografias.

Isso me faz refletir sobre como uma mulher, que expõe a sua sexualidade sem medo, causa horror em algumas pessoas que não querem que mulheres sejam livres. A quem interessa que as mulheres não tenham liberdade? Acredito que embora a apresentação fosse completamente diferente daquilo que foi, teria recebido repúdio por parte de conservadores e machistas, apenas por ser quem ela é, Madonna.

Não seria de fato a celebração de uma carreira que sempre contestou as normas, se sua performance fosse diferente. Mesmo com toda a abertura que temos hoje, inclusive com a contribuição de Madonna, a liberdade feminina ainda assusta, sobretudo quando se é uma mulher de 65 anos. O patriarcado e o machismo, acham inaceitável que uma mulher esteja viva após os 40 anos, e acham inadmissível que uma mulher mais velha, demonstre que é possível.

A verdade é que Madonna pavimentou caminhos para nós mulheres. Na luta pela nossa sexualidade livre algo que até então fora permitido apenas aos homens. Seu apoio também foi fundamental para a causa LGBTQIA+, sobretudo na década de 80, quando a comunidade foi tão estigmatizada pela epidemia de HIV. As gerações mais jovens podem não ter conhecimento disso, mas é preciso que lembrar quem no passado, abriu estradas para que pudéssemos caminhar com mais facilidade hoje.

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