Caso Gabriel: Primeiro dia do júri popular começa com mobilização
Natal, RN 19 de jun 2024

Caso Gabriel: Primeiro dia do júri popular começa com mobilização

4 de junho de 2024
3min
Caso Gabriel: Primeiro dia do júri popular começa com mobilização

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O júri popular que vai julgar os quatro acusados pela morte do jovem Giovanni Gabriel de Souza Gomes iniciou nesta terça-feira (4) com mobilização dentro e fora da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. Familiares, amigos e movimentos sociais se organizaram para acompanhar o julgamento.

O tribunal do júri foi marcado para começar a partir das 8h15. De acordo com Caju Bezerra, estudante de Letras da UFRN, por volta das 8h40 as pessoas já estavam concentradas em frente ao local com cartazes e cantando palavras de ordem de Justiça por Gabriel.

A chuva que iniciou cedo na Grande Natal dificultou a ida de parte da população, mas não arrefeceu a disposição de continuar pressionando por justiça.

“Ainda tem mais pessoas das outras zonas de Natal para chegar e se somarem à mobilização”, disse Caju, que informou que os assentos estão sendo ocupados à medida que os movimentos sociais chegam à 1ª Vara.

“Esperamos que os assassinos de Gabriel sejam condenados pelo crime bárbaro que cometeram, e que esse caso mostre que somente o poder popular pode lutar e fazer o real enfrentamento contra o sistema racista em que vivemos. Esse júri não seria possível sem as diversas mobilizações feitas ao longo desses quatro anos”, comentou Bezerra.

Os relatos também apontavam para uma Priscila Souza, mãe de Gabriel, bastante emocionada. Ela estava de blusa preta. Em vídeo publicado nas redes sociais, o produtor cultural e presidente municipal da Unidade Popular (UP), Mateus Freitas, atribuiu a realização do júri à pressão popular.

“A gente não vai desistir até que de fato a justiça seja garantida e esses policiais sejam condenados pela responsabilização desse crime, para que a vida do Gabriel não tenha sido tirada de forma truculenta à toa. Para que esses policiais paguem pelo que eles fizeram”, afirmou.

A plateia do Fórum Tabelião Otávio Gomes de Castro, onde acontece o julgamento, possui 162 assentos, sendo 20 já reservados para os profissionais de imprensa que se apresentarem para cobrir o evento, além de dois assentos aos profissionais da Secretaria de Comunicação Social do TJRN.

Em relação aos demais interessados em acompanhar a sessão de julgamento, nas dependências do Salão do Júri, o acesso ocorrerá respeitando a ordem de chegada à recepção do Fórum, a partir das 8h. O procedimento será repetido a cada retomada da sessão de julgamento após suspensões para almoço, lanche e repouso noturno.

Gabriel foi morto em 2020, aos 18 anos. Morador do Guarapes, na zona oeste de Natal, ele havia saído de casa para visitar a namorada, que morava no Loteamento Cidade Campestre, em Parnamirim. Os acusados pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver são Paullinelle Sidney Campos Silva, Bertoni Vieira Alves, Valdemi Almeida de Andrade e Anderson Adjan Barbosa de Sousa, todos da PM, que respondem atualmente em liberdade.

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