Cidades potiguares lideram ranking de cobertura vacinal contra pólio
Natal, RN 25 de jul 2024

Cidades potiguares lideram ranking de cobertura vacinal contra pólio

17 de junho de 2024
5min
Cidades potiguares lideram ranking de cobertura vacinal contra pólio
Público alvo são crianças menores de 5 anos | Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

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O Rio Grande do Norte ficou em 1° lugar no ranking nacional de cidades que atingiram a meta de 95% de cobertura vacinal contra a poliomielite na campanha de 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. Ao todo, 10 municípios potiguares atingiram e superaram a meta estipulada pela pasta, com algumas vacinando mais de 100% do público alvo, que são crianças menores de 5 anos.

Os dez municípios do RN que atingiram a meta foram: Caiçara do Rio do Vento (105,39%), Parazinho (104,12%), Galinhos (101,53%), Pedra Grande (101,21%), Jandaíra (99,2%), Timbaúba dos Batistas (98,7%), Pedra Preta (98,17%), Frutuoso Gomes (98,03%), Umarizal (96,06%) e Martins (95,88%).

Segundo os dados do Ministério da Saúde, até a manhã do último sábado (15), o Rio Grande do Norte foi o estado com maior número de municípios com essa meta atingida, que representam cerca de 6% das 167 cidades potiguares. No estado existem, aproximadamente, 167,7 mil crianças na faixa etária indicada para a vacina e a campanha teve início no dia (27) de maio, contando com a presença do Zé Gotinha Potiguar, uma criação da equipe de imunização da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Além disso, o estado potiguar também ficou em segundo lugar no ranking entre todos os estados brasileiros com maior cobertura, com 30,56%, ou 51 mil, crianças do estado vacinadas. Ficando somente atrás do Espírito Santo que vacinou um percentual maior da população (33,16%). O RN, inclusive, ficou na frente de municípios paulistas, com seis cidades, e mineiros, com quatro, como apontou a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap).

Zé Gotinha potiguar | Foto: Sesap/Assecom

Paralisia infantil

A paralisia infantil foi eliminada no Brasil por causa da vacinação, mas isso não significa que o perigo não existe mais. Enquanto a doença existir em outras partes do mundo, ela pode voltar. Por isso, é preciso vacinar para garantir que não volte. Embora os números no estado sejam promissores, a adesão da vacina na capital potiguar ficou em apenas 5,74% do seu público alvo, o segundo menor percentual entre os municípios do estado, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo a pasta, a Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa causada por vírus que pode infectar crianças e adultos, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. Nos casos mais graves da doença, o vírus pode acarretar paralisia nos membros inferiores.

São nesses casos que os membros inferiores são os mais atingidos. De acordo com o Saúde, nenhum caso foi confirmado nas Américas, o que representa o esforço e os resultados da intensificação da vacinação. No Brasil, por exemplo, não há circulação da poliomielite desde 1990.

O ministério alerta que a vacinação é a única forma de prevenção da doença. E a cobertura vacinal da poliomielite tem apresentado resultados abaixo da meta de 95% desde 2016. “Vacinem as crianças, para que elas não sofram com as sequelas de doenças que podem ser evitadas.”, pede o órgão.

Causas

Segundo o Ministério, a falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são os fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da poliomielite. Além disso, as sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo vírus e normalmente correspondem a sequelas motoras que não têm cura.

As principais sequelas são:

  • Problemas e dores nas articulações;
  • Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
  • Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;
  • Osteoporose;
  • Paralisia de uma das pernas;
  • Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
  • Dificuldade de falar;
  • Atrofia muscular;
  • Hipersensibilidade ao toque.

Sintomas

 O Governo também listou os sinais e sintomas causados pela doença. Os sinais, inclusive, variam de acordo com as formas clínicas e podem ir desde ausência de sintomas até manifestações mais graves, podendo causar mortes. Também vale ressaltar que, na maioria das pessoas, a doença não manifesta sinais, o que pode deixar o poliovírus passar despercebido. 

Os sintomas mais frequentes são:

  • febre
  • mal-estar
  • dor de cabeça
  • dor de garganta e no corpo
  • vômitos
  • diarreia
  • constipação (prisão de ventre)
  • espasmos
  • rigidez na nuca
  • meningite

“O diagnóstico da poliomielite deve ser suspeitado sempre que houver paralisia flácida de surgimento agudo com diminuição ou abolição de reflexos tendinosos em menores de 15 anos. Os exames de liquor (cultura) e a eletromiografia são recursos diagnósticos importantes. O diagnóstico será dado pela detecção de poliovírus nas fezes. Todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico do paciente.”, recomenda o Ministério da Saúde. 

Para mais informações, clique aqui

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