Direção da ADURN defende permanência no PROIFES-Federação
Natal, RN 25 de jul 2024

Direção da ADURN defende permanência no PROIFES-Federação

17 de junho de 2024
1min
Direção da ADURN defende permanência no PROIFES-Federação
Foto: ADURN-Sindicato

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O ADURN-Sindicato realiza assembleia nesta segunda-feira (17) para discutir o futuro da greve docente. Outro ponto de pauta é a desfiliação ou não do sindicato ao PROIFES-Federação. A inclusão deste ponto de pauta foi solicitada por um grupo de docentes sindicalizados da oposição através de abaixo-assinado. Em resposta, a diretoria do ADURN-Sindicato lançou uma nota no último sábado (15) em que defende a permanência da entidade dentro do PROIFES.

A nota atesta que a discussão sobre a desfiliação é muito séria, e pode, de fato, mudar os rumos do Movimento Docente na UFRN. A diretoria relembrou os motivos que fizeram o ADURN se transformar em sindicato autônomo em 2011, depois de uma discussão iniciada em 2005, que levou à saída da entidade da base do ANDES-Sindicato Nacional.

“A insatisfação da categoria estava, sobretudo, no enrijecimento político da ANDES que, não muito diferente do que ocorre atualmente, pautava suas ações políticas pelo enfrentamento e não pela negociação. Era tudo ou nada, o que, via de regra, deixava a nossa categoria, após longas greves pré-programadas, sem nada. Um cenário que se repetiria em 2024, caso o PROIFES-Federação não tivesse assinado o acordo com o Governo”, diz trecho do documento.

O ADURN-Sindicato classifica o ANDES como “um conglomerado de partidos políticos de matizes políticas da esquerda à extrema esquerda, profundamente distantes da realidade primária do conjunto dos professores e professoras das instituições federais de ensino.”

“A incapacidade de compreender como a universidade se transformava e como isso exigia uma inovação também nos modos de organização sindical distanciou os docentes da ANDES. Essa incapacidade se tornou muito evidente quando a ANDES se posicionou contrária a políticas extremamente importantes para as instituições federais de ensino, como o REUNI. O Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais trouxe importantes recursos para a UFRN, possibilitando a criação de, por exemplo, a Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) e a expansão da Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), além da criação de diversos cursos”, aponta a nota.

Segundo a diretoria, a transformação da ADURN em um sindicato autônomo e sua posterior filiação ao PROIFES-Federação garantiu aos docentes da UFRN terem vez e voz nos grandes debates nacionais. A direção elenca uma série de espaços em que participa, como os Fóruns Estadual e Nacional de Educação, além do Fórum de Ciência e Tecnologia; com representação na mesa setorial do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) e do Magistério Superior (MS), que negocia as questões não orçamentárias relacionadas às carreiras do Magistério Federal; os aposentados, por sua vez, estão representados no MOSAP, instituto que atua fortemente nas lutas dos servidores aposentados em Brasília; e, mais recentemente, garantiu uma cadeira no Conselho Nacional de Educação.

“É importante ressaltar ainda que todas as conquistas salariais e de carreira para os docentes do Magistério Superior e do EBTT dos últimos 15 anos são decorrentes de estudos e processos de negociação liderados pelo PROIFES-Federação. Esta última carreira, inclusive, sequer é reconhecida pela ANDES, que luta até hoje pela sua destruição”, diz um trecho da nota.

Ainda de acordo com a direção, o que estaria pressuposto na proposta de desfiliação da entidade ao PROIFES-Federação seria o retorno à condição de “escritório da ANDES”. 

“Os ataques reiterados a esta direção, com acusações desrespeitosas e caluniosas, buscam a descredibilização e desestabilização política de uma diretoria democraticamente eleita pelos(as) docentes sindicalizados, mesmo que isso custe ao ADURN-Sindicato a perda de sua carta sindical, do seu Estatuto, e da sua identidade política”, aponta o documento.

Embate com Sintest

Além de defender a permanência do ADURN-Sindicato no PROIFES-Federação, a direção lançou uma outra nota, também no sábado, em repúdio ao que classificou como “conduta antiética” do Sintest, que representa os servidores técnico-administrativos da UFRN. A nota foi em resposta a um posicionamento aprovado na assembleia do Sintest, na última quarta (12), em apoio à desfiliação dos professores ao PROIFES.

Leia:

A diretoria do ADURN-Sindicato vem a público denunciar e repudiar a conduta antiética do Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest/RN), que na última quarta-feira (12), em assembleia geral, aprovou junto a sua categoria uma nota caluniosa e desrespeitosa, que visa, a partir de informações errôneas direcionar politicamente os(as) docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), representados pelo ADURN-Sindicato, além de colocar os técnico-administrativos em confronto direto com docentes.

Nossa direção tem se pautado pelos princípios democráticos, e a existência de posições divergentes é inerente a esses princípios, por isso, temos defendido o diálogo e o respeito, tanto entre os(as) docentes, quanto entre as categorias. Infelizmente, o mesmo não tem sido feito pela direção do Sintest/RN, que desde o início do processo de mobilização para a greve tem se colocado frente aos docentes da UFRN com iniciativas e posicionamentos que visam desqualificar a diretoria do ADURN-Sindicato e acirrar o  ânimos - inclusive incentivando invasões nas nossas assembleias - para, assim, interferir no direcionamento político da nossa entidade. 

Nós que fazemos a diretoria do ADURN-Sindicato não vamos permitir que essa prática seja normalizada na UFRN, portanto, reiteramos o nosso repúdio a esse tipo de conduta e reafirmamos o nosso compromisso com o respeito e o diálogo.

A Diretoria

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