Diversidade, inclusão e pertencimento
Natal, RN 15 de jul 2024

Diversidade, inclusão e pertencimento

29 de junho de 2024
3min
Diversidade, inclusão e pertencimento
Foto: acervo Bia Crispim

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Nesse dia (28/06) em que a comunidade LGBTQIAPN+ celebra o dia do orgulho, quero falar desses pilares da convivência, do respeito e da humanização de nossas existências; diversidade, inclusão e pertencimento.

Viveremos em mundo definitivamente diverso se houver UM LUGAR NA MESA para nossos corpos. Um lugar em família, um lugar na mesa do barzinho, um lugar no churrasco de fim de semana, um lugar na viagem planejada, uma vaga na excursão, uma rede armada na varanda, uma cama na divisão dos quartos de um hotel, um lugar na celebração natalina da empresa, da casa do avô/avó, da casa de nossos pais, um convite para casamentos e batizados. Quando existir um convite afetuoso que expresse: quero você aqui também. Você é importante!

Se nada disso ocorre, não há diversidade nos muitos espaços por onde também deveríamos conviver de forma integrada. 

Viveremos em mundo definitivamente inclusivo se NÓS PUDERMOS FALAR. Se pudermos nos expressar como somos. Falar sobre nós, sobre nossas vivências, sobre os assuntos dos quais sacamos e pelos quais nos interessamos. Quando pudermos nos expressar como quisermos, performando nossas individualidades sem rechaço, sem preconceitos, sem recebermos bocas e olhares tortos e/ou de reprovação. Quando o que falarmos tiver relevância, importância e graça. Quando recebermos ouvidos atentos e interessados. Quando não formos só motivo de risos.

Se nada disso ocorre, não somos inclusos/as/es. 

Viveremos em um mundo no qual nos sentiremos pertencentes QUANDO FORMOS OUVIDOS/AS/ES. Quando essa escuta for feita com atenção e relevância. Quando pudermos falar de nossas vidas para além das nossas dores e violências. Quando nossas vivências e vitórias puderem ser pauta do almoço de domingo. Quando pudermos expressar nossos amores e que eles possam ser levados a sério. Quando nossos sonhos e planejamentos de vida possam ser acolhidos e alimentados como possíveis. Quando nossas fragilidades possam ser aconchegadas com abraços fraternos e olhares cúmplices.

Se nada disso ocorre, o nosso pertencimento é uma farsa.

Se não temos um lugar à mesa, se não nos é permitido falar, nem somos ouvidos/as/es, nossas existências são tolhidas. Assim, o que é diverso, passa a não ser aceito, o que temos a dizer é silenciado e quando ninguém nos escuta, a quem podemos pedir ajuda? Sobre nós, um manto de apagamento, de “desimportância”, de exclusão e de marginalização nos encobre. E passamos a não existir. Perdemos parte da nossa cidadania, muito da nossa humanidade. E isso é cruel!

Nesse dia (28/06) em que a comunidade LGBTQIAPN+ celebra o dia do orgulho, gostaria que cada uma das pessoas cisgêneras refletisse sobre essas questões e dessa forma se aliasse às nossas lutas e causas e anseios e sonhos que buscam construir uma sociedade mais justa para todos/as/es. 

Uma sociedade onde quaisquer pessoas possam conviver umas com as outras sem abrir mão da diversidade que as tornam únicas, expressando-se de maneira inclusiva e respeitosa, abertas à escuta atenta das múltiplas vivências como forma de aprendizado. 

Um mundo onde todo mundo cabe. E cada um/a/e possa se orgulhar de quem é e de quem se tornou.

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