Em assembleia, técnicos da UFRN decidem continuar greve 
Natal, RN 17 de jul 2024

Em assembleia, técnicos da UFRN decidem continuar greve 

12 de junho de 2024
3min
Em assembleia, técnicos da UFRN decidem continuar greve 
Foto: divulgação/Sintest

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Reunidos em assembleia na manhã desta quarta-feira (12), os servidores técnico-administrativos da UFRN, organizados pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (Sintest), decidiram continuar a greve. 

Os profissionais avaliaram a nova proposta do governo federal para reestruturação da carreira de técnico-administrativas em educação, apresentada nesta terça-feira (11). Após cinco rodadas de negociação, a nova proposta mantém a política de não dar nenhum aumento em 2024, com reajuste de 9% em janeiro de 2025 e 5% em abril de 2026.   

Há ganhos com progressão na carreira (steps), que aumentarão dos atuais 3,9% para 4,0% em janeiro de 2025 e 4,1% em abril de 2026. Com essa composição, o reajuste acumulado varia de 26,8% a 46,5% dependendo da classe e do nível na carreira. Na reestruturação da carreira, o tempo de progressão diminui de 18 para 12 meses, com aceleração a cada cinco anos. Esta mudança permite que se chegue do início ao topo da carreira em 15 anos.

Para Sandro Pimentel, integrante do Comando Local de Greve (CLG) e dirigente nacional da Fasubra, mesmo com a votação de hoje pela continuidade, o movimento paredista já se encaminha para o fim.

“Hoje a gente completou 94 dias de greve. É claro que nós não vamos ser insanos e dizer que em 94 dias a gente está começando a greve. Não é isso. A gente está realmente na parte final da greve. Só que a gente entende que esse fôlego final agora é igual atleta, aquele tiro final que você dá, tirando o último respiro”, disse. 

Manter a paralisação neste momento é importante para ele, já que, de acordo com Pimentel, o governo cedeu mais na reunião de terça (11) em razão do fortalecimento da greve.

“Então a gente acha importante que nessa reta final a gente consiga ampliar, mesmo porque a gente vai ter que assinar o acordo de greve. E a gente precisa estar fortalecido para nesse acordo de greve ter um acordo que traga benefício aos servidores”, apontou.

Uma nova assembleia do Sintest foi marcada para a próxima quarta-feira (19), às 9h, no auditório da Reitoria.

Impactos orçamentários

As duas propostas do governo (docentes e TAEs) somadas representam impacto orçamentário de cerca de R$ 20 bilhões até 2026, como destacou o ministro da Educação, Camilo Santana, no evento de lançamento do PAC Universidades, na última segunda-feira (10). Durante o evento, o ministro ressaltou o impacto no orçamento da Educação das propostas de reajustes e de todo o investimento que o Governo Federal tem realizado na área da Educação.

“A negociação que foi feita com os docentes e a proposta apresentada  aos técnicos administrativos vai ter um impacto de mais de R$ 10 bilhões. Nós estamos falando de R$20 bilhões de aumento no orçamento das universidades federais, só por questão de pessoal”, destacou o ministro da Educação. 

Além disso, somente os reajustes nos benefícios (auxílios-alimentação, saúde e creche) para os servidores federais tiveram impacto de R$ 3 bilhões no orçamento de 2024 do Governo Federal.

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