“Fui sondado para ser ministro de Lula”, revela José Agripino Maia
Natal, RN 25 de jul 2024

“Fui sondado para ser ministro de Lula”, revela José Agripino Maia

27 de junho de 2024
3min
“Fui sondado para ser ministro de Lula”, revela José Agripino Maia

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O ex-senador da República José Agripino Maia (União) revelou nesta quinta-feira (27) ter sido sondado para compor o ministério do governo Lula.

A declaração surpreendente foi dada em entrevista ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, apresentado pela jornalista Micarla de Sousa, dona da emissora.  

Agripino disse que a sondagem ocorreu há um ano por meio de interlocutores do União Brasil ligados ao governo.

“Quando houve a sondagem por pessoas do meu partido ligadas ao governo falei logo: “desconsiderem meu nome”. A chance de aceitar era rigorosamente zero. Chance zero”, disse sem entregar o nome do mensageiro.

Por outro lado, o ex-senador potiguar disse que aceitaria ser indicado ministro de um eventual governo comandado por Tarcísio Freitas (SP), Romeu Zema (MG) ou Ronaldo Caiado (GO), três governadores que vêm sendo cotados pela imprensa como postulantes ao Palácio do Planalto em 2026, pela via direita.

- Aceitaria ser ministro do Tarcísio, Zema ou do Ronaldo Caiado. Mas (em 2026) já estaria passado na casca do alho”, brincou, fazendo alusão aos 77 anos de idade.

Maia afirmou ainda que nunca teve uma conversa com o presidente Lula, mas sentaria com o presidente “se houvesse necessidade”.

Embora o União Brasil ocupe três ministérios no governo Lula, o ex-senador potiguar diz que nenhum dos ministros foi indicado pelo partido. Segundo ele, Jucelino Filho (Comunicações), Celso Sabino (Turismo) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) são da cota pessoal do presidente e do senador David Alcolumbre.

- O Partido nunca indicou ministro. Juscelino e Sabino foram escolhas do presidente para tentar, através de algumas lideranças, contar com os votos do União Brasil. E o presidente tem todo o direito de agradar partidos para ter acesso aos votos. O União Brasil é um partido independente. Às vezes vota e às vezes não vota com o governo”, afirmou.

José Agripino se define hoje como um político “de centro”. E deseja, pela via do centro, “aproximar partidos de centro capazes de encontrar intérpretes que tenham condição de ganhar a eleição”.

Perguntado se voltaria a disputar eleições, foi categórico:

- Eu não sou candidato a mais nada. Já fui duas vezes governador e quatro vezes senador. Campanha (como candidato) não quero fazer nunca mais”, disse.

Perfil

O engenheiro civil José Agripino Maia, 77 anos, foi prefeito biônico de Natal indicado pela ditadura militar, governou o Rio Grande do Norte duas vezes, dessa vez eleito pelo voto popular, e venceu quatro eleições para o Senado, permanecendo 32 anos no Parlamento. No período, liderou a oposição aos governos Lula e Dilma.

A trajetória partidária dele começa nos anos 1970 na Arena, partido que deu sustentação à ditadura militar. Com a redemocratização e a volta do pluripartidarismo no Brasil, fundou o PFL, estava entre os caciques que defenderam a mudança do nome da legenda para DEM e também foi um dos avalistas da fusão do DEM com o PSL, criando o União Brasil, partido que dirige no Rio Grande do Norte e no qual também grande influência política na direção nacional.   

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