Roda de conversa sobre Foucault movimenta Sebo Vermelho neste sábado (22)
Natal, RN 18 de jul 2024

Roda de conversa sobre Foucault movimenta Sebo Vermelho neste sábado (22)

19 de junho de 2024
3min
Roda de conversa sobre Foucault movimenta Sebo Vermelho neste sábado (22)

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Era verão em Paris quando, no dia 25 de junho de 1984, Paul-Michel Foucault faleceu. E, por ironia do destino, faleceu justamente no mesmo local onde realizou tantas de suas pesquisas, locus dos estudos que tomariam forma em obras como História da Loucura (1961) e O Nascimento da Clínica (de 1963): no centenário Hospital de Salpêtrière, aos 57 anos de idade e vitimado pelo recém-descoberto HIV, Paul-Michel Foucault deu seu suspiro final.

Muita gente talvez não saiba, mas o pensamento de Foucault foi e continua fundamental para várias áreas de conhecimento. Com formação em psicologia e filosofia, Foucault foi, acima de tudo, um historiador das ideias e dos sistemas de pensamento. Ao longo de sua trajetória pessoal e profissional, em saltos e deslocamentos conceituais e estilísticos, Foucault produziu obras que, embora tratando de assuntos aparentemente díspares – como a loucura, as prisões ou a escrita de cartas na antiguidade grega – eram todas atravessadas por indagações em torno dos saberes-poderes e de como se constrói essa nossa tal subjetividade. É possível mesmo afirmar que Foucault acenou, inclusive, para o debate sobre temas fervilhantes da nossa contemporaneidade, como representações identitárias, relações (de)coloniais de poder e (a PL do estuprador que o diga) controle sobre os corpos, por exemplo.

Assim, 40 anos depois, perguntamos: o que ficou de Foucault? É sobre isso que vamos conversar com o Prof. Dr. Josenildo Bezerra, do Departamento de Comunicação Social e também atual diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN. A conversa acontece na manhã do próximo sábado, dia 22 de junho, no Sebo Vermelho, a partir das 10h. O Sebo Vermelho, como sabemos, é mais que um ponto de comercialização de livros, é também um espaço cultural de resistência na cidade. O palco ideal, portanto, para esse evento, que contará ainda com a leitura de trechos de livros de Foucault (como “História da Loucura”, “Vigiar e Punir” e “História da Sexualidade”). Tudo com o propósito de promover uma reflexão mínima sobre como podemos, nesta esquina do continente, apropriarmo-nos adequadamente de alguns dos pressupostos foucaultianos e, quem sabe, até mesmo ressignificá-los em outras roupagens e versões.

Afinal, o próprio Foucault já assinalava, na sua obra A Arqueologia do Saber, de 1969: “não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo”.

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